Em 2025, o geólogo brasileiro Ygor Sousa identificou petróleo a uma profundidade de 17 metros durante a perfuração de um poço artesiano na região do Rupununi, Guiana. Este achado ocorreu na bacia do Tacutu, que se estende por áreas de difícil acesso e terras indígenas.
A descoberta confirmou, em perfurações separadas por 30 metros, a presença de petróleo, evidenciando o potencial energético da área.
A identificação de petróleo na bacia do Tacutu também motivou o interesse por novas explorações na região amazônica brasileira. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou a inclusão de 393 blocos e 5 campos de petróleo e gás na Oferta Permanente de Concessão. Estes incluem blocos na parte brasileira da bacia do Tacutu, considerada uma nova fronteira de exploração.
A riqueza submersa da bacia do Tacutu
O impacto dessa descoberta vai além do aspecto técnico. A Guiana já se destaca por suas reservas offshore no bloco Stabroek, que começou a produzir comercialmente em 2019.
Com a nova descoberta, a produção de petróleo na Guiana atingiu 640 mil barris por dia em janeiro de 2024, com projeções apontando para até 1,2 milhão de barris diários até 2027. O governo da Guiana e o setor privado buscam explorar essas reservas respeitando os direitos indígenas e o meio ambiente.
Exploração sustentável
A exploração de petróleo na Guiana é parte de um esforço por desenvolvimento econômico sustentável. O governo criou um fundo soberano para administrar recursos petrolíferos, visando maximizar os benefícios econômicos enquanto minimiza impactos ambientais.
Este equilíbrio entre crescimento e sustentabilidade é essencial, especialmente em regiões sensíveis como a bacia do Tacutu.




