A ideia de pagar o Bolsa Família em duas parcelas mensais tem ganhado força entre beneficiários nas redes sociais, mas ainda não passa de uma reivindicação popular. Apesar do aumento da pressão, não existe projeto de lei nem proposta oficial do governo para tornar o depósito quinzenal. Paralelamente, o Executivo analisa ajustes no programa para 2026, incluindo a possibilidade de elevação do valor médio pago e novas regras de transição para famílias que conseguem emprego formal.
Com o aumento do custo de vida, muitos beneficiários alegam que o valor recebido mensalmente não é suficiente para cobrir despesas básicas ao longo de todo o mês. Nas redes sociais, surgiram sugestões para que o benefício seja dividido em dois depósitos — geralmente citados nos dias 5 e 20 — como forma de facilitar o planejamento financeiro das famílias.
Apesar da repercussão, não há confirmação de que o governo estude oficialmente a mudança no calendário de pagamentos. Também não existe, até o momento, nenhum parlamentar defendendo formalmente a proposta no Congresso Nacional.
Valor médio pode subir, mas base segue em R$ 600
Enquanto o pagamento quinzenal segue apenas no campo das sugestões, o governo discute reajustes no valor médio do Bolsa Família a partir de 2026. A depender do espaço no Orçamento, o benefício médio pode se aproximar de R$ 700, impulsionado principalmente pelos adicionais pagos a crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.
O valor base do programa permanece em R$ 600, pago a todas as famílias elegíveis. O aumento médio ocorreria por ajustes complementares, não por mudança no piso.
PL 408/2025 cria transição para quem consegue emprego
Além das discussões sobre valores, tramita no Congresso o Projeto de Lei nº 408/2025, que propõe uma mudança relevante no funcionamento do Bolsa Família. A proposta permite que famílias continuem recebendo o benefício mesmo que um de seus integrantes consiga emprego formal com salário mínimo e jornada completa.
O objetivo é combater a chamada armadilha da pobreza, situação em que beneficiários deixam de aceitar vagas com carteira assinada por receio de perder o auxílio. O projeto ainda não foi aprovado e depende de votação no Congresso e sanção presidencial para entrar em vigor.
Mesmo sem a aprovação do projeto, o governo federal já promoveu alterações nas regras do programa. Em junho de 2025, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social atualizou a chamada Regra de Proteção, permitindo que famílias que ultrapassam o limite de renda permaneçam temporariamente no Bolsa Família.



