Aposentados e pensionistas do INSS começam 2026 com um alívio no bolso. A partir do dia 26 de janeiro, milhões de segurados passam a receber os benefícios com valores reajustados, reflexo direto do aumento do salário mínimo e da correção pela inflação. O chamado “bônus” não é um pagamento extra, mas sim a atualização anual obrigatória, que eleva o piso previdenciário para R$ 1.621.
Com a atualização definida pelo governo federal, o valor mínimo dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social passa de R$ 1.518 para R$ 1.621, um reajuste de 6,79%, válido desde 1º de janeiro.
Segundo dados oficiais, cerca de 21,9 milhões de benefícios — o equivalente a 62,5% do total de 35,15 milhões pagos pelo RGPS — têm valor atrelado ao salário mínimo e serão automaticamente corrigidos. O impacto financeiro da medida em 2026 deve chegar a R$ 30,7 bilhões, considerando apenas os benefícios previdenciários do Fundo do Regime Geral de Previdência Social (FRGPS).
Quem recebe acima do mínimo também terá correção
Para quem ganha acima do piso previdenciário, o reajuste não segue o salário mínimo, mas sim a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O percentual exato será conhecido após a divulgação do índice de dezembro de 2025, prevista pelo IBGE para o dia 9 de janeiro.
Já os segurados que se aposentaram ou começaram a receber pensão ou auxílio ao longo de 2025 terão uma correção proporcional, calculada de acordo com o número de meses entre a concessão do benefício e o fim do ano.
Calendário de pagamento começa em 26 de janeiro
Os depósitos dos benefícios reajustados começam no dia 26 de janeiro e seguem até 6 de fevereiro, conforme o número final do cartão de benefício (desconsiderando o dígito após o traço).
A consulta da data e do valor pode ser feita de forma simples:
- pelo site ou aplicativo Meu INSS;
- pelo telefone 135, para quem não tem acesso à internet.
No Meu INSS, basta acessar a opção “Extrato de Pagamento” para conferir todos os detalhes do benefício atualizado.




