Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem os maiores benefícios poderão ter um pagamento máximo de R$ 8.537,55 em 2026. O valor representa o novo teto previdenciário, previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e calculado a partir da inflação estimada para este ano.
De acordo com as projeções divulgadas pelo Governo Federal, o teto do INSS deve passar dos atuais R$ 8.157,41 para R$ 8.537,55 a partir de janeiro de 2026. O reajuste estimado é de 4,66%, percentual correspondente à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O INPC é o indicador utilizado por lei para corrigir os benefícios previdenciários pagos acima do salário mínimo, com o objetivo de preservar o poder de compra dos segurados.
Apesar da divulgação dos valores no PLOA, o índice definitivo de correção só será confirmado em janeiro de 2026, após a publicação do INPC acumulado de janeiro a dezembro de 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ou seja, o valor de R$ 8.537,55 ainda é uma estimativa, mas serve como referência para aposentados, pensionistas e trabalhadores que contribuem sobre salários mais elevados e acompanham de perto a evolução do teto previdenciário.
Quem recebe acima do mínimo será impactado
O reajuste de 4,66% se aplica exclusivamente aos benefícios que superam o piso nacional. Para esse grupo, o novo teto influencia diretamente o valor final do benefício e também o planejamento financeiro de longo prazo.
Segundo técnicos da área previdenciária, o aumento acompanha a inflação do período, sem ganho real, diferentemente do salário mínimo, que pode ter reajuste acima da inflação.
Piso do INSS já foi reajustado em 2026
Desde 1º de janeiro de 2026, o piso previdenciário do INSS passou a ser de R$ 1.621,00, valor equivalente ao novo salário mínimo nacional. O aumento foi de 6,79%, representando um acréscimo nominal de R$ 103 em relação ao valor de 2025, que era de R$ 1.518,00.
A correção é aplicada automaticamente aos aposentados e pensionistas que recebem o piso, com o primeiro pagamento reajustado previsto para ocorrer a partir de 26 de janeiro de 2026, conforme o calendário oficial do INSS.




