A internet foi tomada por surpresa e confusão nos últimos dias após a divulgação da morte de Michael Schumacher, aos 75 anos. O impacto, no entanto, não se deu apenas pela notícia em si, mas pelo nome envolvido: milhares de internautas acreditaram, equivocadamente, que o falecimento se referia ao ex-piloto alemão de Fórmula 1, heptacampeão mundial, que vive recluso desde um grave acidente de esqui sofrido em 2013.
O falecimento ocorreu em 29 de dezembro de 2025, mas só foi divulgado publicamente nesta semana, após confirmação da filha do escritor, Emily Joy Schumacher. O detalhe que intensificou a confusão é que a data coincide exatamente com o dia em que, anos atrás, o piloto Michael Schumacher sofreu o acidente de esqui nos Alpes franceses, episódio que mudou drasticamente sua vida.
A associação imediata entre o nome e a data levou a uma onda de comentários, compartilhamentos e especulações nas redes sociais, até que veículos internacionais esclareceram que se tratava de outro Michael Schumacher, sem qualquer relação com o automobilismo.
Quem era o Michael Schumacher que morreu
O Michael Schumacher em questão era um escritor e biógrafo norte-americano, radicado em Kenosha, no estado de Wisconsin, conhecido por uma carreira diversificada na literatura. Ao longo da vida, produziu biografias de nomes importantes da cultura e do esporte, como o cineasta Francis Ford Coppola, o músico Eric Clapton, o poeta Allen Ginsberg e o ícone do basquete George Mikan.

Além das biografias, Schumacher também se destacou por livros sobre tragédias marítimas dos Grandes Lagos, incluindo relatos sobre o naufrágio do cargueiro Edmund Fitzgerald, em 1975, e outras tempestades históricas que vitimaram centenas de marinheiros.
Homenagem da filha
A confirmação da morte foi feita por Emily Joy Schumacher, que descreveu o pai como alguém profundamente ligado à história e às pessoas. Segundo ela, o escritor mantinha um método quase artesanal de trabalho, escrevendo à mão em cadernos antes de transcrever tudo em uma máquina de escrever.
“Meu pai era uma pessoa muito generosa com as pessoas. Ele amava conversar, ouvir histórias e contar histórias. Quando penso nele, lembro do som das teclas da máquina de escrever, do café na mão e do caderno sempre por perto”, afirmou Emily Joy Schumacher.
Ela também o definiu como “uma pessoa da história” e “um bom ser humano”. A causa da morte não foi divulgada.




