Com o início de 2026, os proprietários de veículos em todo o Brasil já precisam se organizar para quitar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Além das opções tradicionais oferecidas pelas secretarias da Fazenda — pagamento à vista com desconto ou parcelamento curto sem juros — os motoristas também podem recorrer ao parcelamento em até 12 vezes no cartão de crédito, por meio de empresas credenciadas pelos estados. A alternativa traz praticidade, mas exige atenção ao custo final.
O parcelamento do IPVA no cartão de crédito não é feito diretamente pelos governos estaduais. O serviço é oferecido por empresas autorizadas e integradas aos sistemas das secretarias da Fazenda, como ocorre em São Paulo, onde a Sefaz-SP mantém em seu site uma lista oficial de companhias habilitadas.
Entre as plataformas mais conhecidas estão a Zapay, utilizada por serviços como o Sem Parar, e a Zignet, que também opera em parceria com empresas como a Veloe. Ambas permitem:
- Parcelar o IPVA em até 12 vezes no cartão;
- Incluir o valor do licenciamento do veículo;
- Realizar simulações antes do pagamento para visualizar o custo total.
As empresas atuam em todas as unidades da federação, mas não divulgam publicamente as taxas de juros, informando apenas que o valor final varia conforme o número de parcelas e a forma de pagamento escolhida.
Simulação mostra impacto dos juros
Para medir o impacto financeiro do parcelamento, a revista Quatro Rodas realizou uma simulação com base em um veículo avaliado em R$ 20.129, sujeito à alíquota de 4% em São Paulo, resultando em um IPVA de R$ 805,16.
Veja a comparação entre as modalidades de pagamento:
- À vista (com desconto):
- Valor total: R$ 781,00
- Sem juros
- Zapay (12x):
- Parcela: R$ 86,25
- Total pago: R$ 1.035,05
- Juros: R$ 229,89 (28,55%)
- Zignet (12x):
- Parcela: R$ 92,12
- Total pago: R$ 1.105,44
- Juros: R$ 300,28 (37,29%)
Quando vale a pena parcelar em 12 vezes?
Do ponto de vista financeiro, o pagamento à vista continua sendo a opção mais vantajosa, especialmente para quem consegue aproveitar os descontos oferecidos pelos estados. O parcelamento longo no cartão pode elevar significativamente o valor do imposto, com juros que superam, em muitos casos, o rendimento de aplicações financeiras conservadoras.




