O encerramento de cerca de 250 agências do Itaú Unibanco em todo o Brasil tem causado surpresa e transtornos a clientes e funcionários, especialmente em regiões periféricas e cidades onde o atendimento presencial ainda é essencial. A medida, iniciada em 2024 e que deve se intensificar ao longo de 2026, vem gerando filas extensas, demora no atendimento e dificuldades para resolver demandas básicas nas unidades que permanecem em funcionamento.
Na Bahia, os impactos do fechamento em massa são visíveis. Agências que absorveram o fluxo de unidades encerradas operam acima da capacidade, sem estrutura física adequada ou número suficiente de funcionários. Clientes relatam longas esperas e atendimento limitado, enquanto trabalhadores denunciam sobrecarga, pressão constante e adoecimento.
O Sindicato dos Bancários da Bahia tem realizado ações e manifestações dentro das agências para chamar atenção ao problema e denunciar o que classifica como precarização do atendimento bancário. Fotos e relatos enviados por bancários e usuários mostram unidades superlotadas e condições consideradas incompatíveis com a responsabilidade social de um banco que registra lucros bilionários ano após ano.
Encerramentos surpreenderam clientes
Somente em 2024, o Itaú fechou 227 agências no país, dando início a uma das maiores reestruturações já realizadas pela instituição no atendimento presencial. O anúncio pegou muitos clientes de surpresa, especialmente aposentados, pequenos comerciantes e moradores de áreas rurais, que ainda dependem do contato direto com funcionários para resolver questões financeiras mais complexas.
Em diversas cidades, o fechamento da agência local significou deslocamentos maiores e perda de um ponto de apoio essencial para a população.
Segundo o Itaú, a decisão está relacionada ao crescimento do uso de canais digitais, como aplicativos e internet banking, o que teria reduzido a movimentação em muitas unidades físicas. Ainda assim, especialistas e entidades sindicais alertam para o risco de exclusão de parte da população que não possui familiaridade ou acesso pleno às plataformas digitais.




