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Iceberg do tamanho do Rio de Janeiro pode explodir a qualquer momento e preocupa a NASA

Por Pedro Silvini
12/01/2026
Em Geral
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Iceberg

(Reprodução/British Antarctic Survey via AP)

Imagens divulgadas pela Nasa na última quinta-feira (8) acenderam um alerta entre cientistas: o iceberg A-23A, considerado o maior do mundo, apresenta sinais claros de colapso iminente. Atualmente com área equivalente à cidade do Rio de Janeiro, a gigantesca massa de gelo flutua no Oceano Atlântico Sul e pode se fragmentar a qualquer momento.

O A-23A se desprendeu da plataforma de gelo Filchner, na Antártida, em 1986, e vem sendo monitorado há quase quatro décadas. Na época, o iceberg tinha cerca de 4 mil km² — mais que o dobro da área da cidade de São Paulo e próximo à extensão do Distrito Federal. Desde então, perdeu grande parte de sua massa e hoje mede aproximadamente 1.181 km².

De acordo com a Nasa, imagens captadas pelo satélite Terra em 26 de dezembro mostram a superfície do iceberg intensamente encharcada, coberta por grandes poças de água azul formadas pelo derretimento do gelo durante o verão do hemisfério sul. No dia seguinte, astronautas da Estação Espacial Internacional registraram imagens ainda mais próximas, evidenciando que essas poças cresceram rapidamente.

Iceberg A23-A (Reprodução/NASA Earth Observatory image by Michala Garrison)

Sinais de colapso acelerado

Segundo especialistas da Nasa, essas chamadas meltwater ponds — poças de água de degelo — são um dos principais sinais de que um iceberg está perto de se romper. O peso da água acumulada infiltra-se em fraturas naturais do gelo, funcionando como uma cunha que força a abertura das rachaduras, podendo provocar uma fragmentação repentina.

“O acúmulo de água líquida na superfície pode literalmente partir o iceberg em pedaços”, explicam cientistas do Earth Observatory, da Nasa, ao analisar o fenômeno observado no A-23A. O entorno do iceberg também apresenta um “halo” de gelo fraturado, outro indício de instabilidade estrutural.

Impactos no oceano e no clima

Embora o desprendimento e o derretimento de icebergs sejam processos naturais, o tamanho e a longevidade do A-23A tornam seu colapso especialmente relevante. Quando uma massa dessa proporção derrete, grandes volumes de água doce e fria são liberados no oceano, alterando a circulação local.

Esse processo pode favorecer a ressurgência de águas profundas ricas em nutrientes, estimulando o crescimento do fitoplâncton — base da cadeia alimentar marinha. Ao mesmo tempo, os cientistas alertam que o aquecimento global tem acelerado o derretimento dessas estruturas, tornando eventos como este mais frequentes e imprevisíveis.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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