A Nasa acionou um alerta máximo e decidiu antecipar o retorno da missão Crew-11 após identificar uma condição de saúde considerada “grave” em um dos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). O episódio marca a primeira evacuação médica da história da estação, em mais de 25 anos de operação contínua, e levou ao cancelamento imediato de uma caminhada espacial prevista para esta semana.
A Crew-11 é formada pelos astronautas norte-americanos Zena Cardman e Michael Fincke, pelo japonês Kimiya Yui, da JAXA, e pelo cosmonauta russo Oleg Platonov. Segundo a Nasa, o astronauta afetado está em condição “absolutamente estável”, mas a decisão de retorno antecipado foi tomada de forma preventiva para permitir tratamento adequado na Terra.
Por razões de privacidade médica, a agência espacial não revelou a identidade do tripulante nem detalhes sobre o problema de saúde. Em comunicado, a Nasa reforçou que a segurança continua sendo a prioridade absoluta.
“Conduzir nossas missões com segurança é nossa maior prioridade, e estamos avaliando ativamente todas as opções, incluindo a possibilidade de encerrar a missão da Crew-11 antes do previsto”, afirmou uma porta-voz da Nasa.

Caminhada espacial cancelada e missão encurtada
O alerta foi identificado na tarde de quarta-feira, o que levou ao cancelamento de última hora de uma atividade extraveicular que ocorreria no dia seguinte. A missão, lançada em agosto de 2025 a bordo de uma cápsula Crew Dragon da SpaceX, tinha previsão inicial de retorno apenas no fim de fevereiro de 2026.
Com a maior parte dos objetivos já cumpridos, a Nasa avalia que o impacto científico será limitado. Ainda assim, caso o retorno antecipado se confirme, alguns experimentos e tarefas de manutenção poderão ser adiados.
Estação seguirá operando com equipe reduzida
Se a Crew-11 retornar integralmente à Terra, a ISS continuará ocupada por três astronautas: o norte-americano Chris Williams e os cosmonautas russos Sergey Kud Sverchkov e Sergei Mikayev. Eles devem concentrar os esforços na manutenção básica da estação até a chegada da próxima tripulação.
O cientista espacial Simeon Barber, da Open University, explicou que o retorno parcial não é considerado uma opção.




