Mesmo em 2026, aposentadorias e salários vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) continuarão sofrendo descontos automáticos de contribuição previdenciária. A Previdência Social divulgou a nova tabela de recolhimento, atualizada pela inflação e pelo reajuste do salário mínimo, mantendo o modelo progressivo e o desconto direto na folha de pagamento para trabalhadores com carteira assinada, domésticos e segurados vinculados ao sistema.
As novas alíquotas passaram a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, mas os descontos efetivos começaram a ser aplicados nos salários pagos em fevereiro, já que a contribuição incide sobre a remuneração do mês anterior. A atualização segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou alta de 4,18% em 2025, segundo o IBGE.
Com isso, o salário mínimo passou a ser de R$ 1.621, enquanto o teto do INSS subiu para R$ 8.475,55.
Tabela de contribuição do INSS 2026
- Até R$ 1.621: 7,5%
- De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
- De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
- De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
Como funciona o desconto automático
O modelo segue o sistema progressivo em vigor desde a Reforma da Previdência, em 2019. Isso significa que cada faixa salarial é tributada separadamente, como “fatias” do salário, e não sobre o valor total.
Para trabalhadores com carteira assinada e empregados domésticos, o desconto é feito automaticamente pela empresa, sem necessidade de solicitação do segurado. Já autônomos e contribuintes facultativos seguem regras próprias, com alíquota fixa de 11% sobre o salário de contribuição.
A correção da tabela pela inflação e pelo novo salário mínimo faz com que o valor recolhido aumente gradualmente, mesmo sem mudança nas alíquotas.
Quanto o trabalhador vai pagar em 2026
Simulações feitas mostram o impacto mensal da contribuição ao longo do ano, considerando o salário mínimo atual e o teto do INSS:
- Salário de R$ 1.621: R$ 121,58
- Salário de R$ 3.000: R$ 248,60
- Salário de R$ 5.000: R$ 501,51
- Salário de R$ 8.475,55 (teto): R$ 988,09
As contribuições previdenciárias são a principal fonte de financiamento do sistema de seguridade social, que funciona pelo modelo de repartição simples: os trabalhadores ativos sustentam os benefícios pagos a aposentados e pensionistas.
Esses recursos garantem o pagamento de benefícios como:
- aposentadorias por idade ou incapacidade;
- auxílio por incapacidade temporária;
- pensão por morte;
- salário-maternidade;
- auxílio-reclusão e salário-família.




