Nos primeiros dias de janeiro de 2026, o estado do Paraná enfrentou dois eventos climáticos extremos. O primeiro ocorreu em Mercedes, seguido de outro em São José dos Pinhais, demonstrando o aumento da frequência dos tornados na região.
Os registros confirmam essa tendência, destacando a necessidade de uma análise mais cuidadosa das condições meteorológicas e das estratégias de prevenção.
Em São José dos Pinhais, um tornado classificado como F2 atingiu o bairro Guatupê no dia 10 de janeiro. Com ventos que chegaram a 180 km/h, causou estragos em aproximadamente 350 residências e deixou duas pessoas feridas. O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou a intensidade e os danos causados.
O Paraná está localizado em uma região propícia à formação de ventos extremos, posicionando-se no segundo maior corredor de tornados do mundo, logo atrás das planícies centrais dos Estados Unidos. Isso se deve à combinação de áreas planas e condições climáticas específicas, que amplificam tempestades severas.
Fatores meteorológicos
O fenômeno de São José dos Pinhais resultou de um choque térmico. A entrada de ar frio encontrou uma massa de ar quente, criando a instabilidade necessária para a formação do tornado.
Além disso, o aquecimento contínuo das águas dos oceanos Pacífico e Atlântico Sul em 2025 contribuiu para a disponibilidade de energia na atmosfera, favorecendo a ocorrência desses eventos.
Estudos indicam que o aquecimento das águas oceânicas está diretamente relacionado ao aumento da formação de tornados. Este fenômeno adiciona complexidade ao cenário climático, exigindo monitoramento contínuo para prever tempestades com mais precisão e reduzir seus impactos.




