Recentemente, o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e a UE (União Europeia) assinaram um acordo de livre comércio, que promete diminuir (e muito) o preço de alguns produtos aqui em solo brasileiro. O acordo vai criar a maior zona de livre comércio do mundo, prevendo a redução ou a eliminação de tarifas para vários produtos importados da Europa para cá.
De acordo com o Diário do Nordeste, alguns dos itens que devem diminuir de preço nos próximos anos são o azeite, champanhe, chocolate e vinhos. Procurado pelo veículo, o presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Wandemberg Almeida, explica que o acordo pode favorecer o consumidor final, já que teremos um barateamento desses produtos por aqui.
Por outro lado, Almeida aponta que o acordo pode ser um empecilho para o mercado interno. “Como a gente vai ter acesso a esse novo mercado europeu, isso pode trazer mais produtos importados, principalmente aqueles que o mercado europeu tem mais expertise, podendo prejudicar inicialmente a indústria de bebidas alcoólicas no País”, aponta o presidente do Corecon-CE, em sua análise.
Acordo ainda deve beneficiar o mercado interno
Falando especificamente do mercado cearense, especialistas consultados pelo Diário do Nordeste pontuam que, apesar do acordo aumentar a competição para o mercado interno, ele também pode beneficiar empresas nacionais que utilizam insumos importados. Com a redução da tarifas, abaixam os preços desses insumos e os custos de produção.
“Teremos a inserção das empresas e exportações cearenses na economia europeia por meio de mais competitividade; a atração de investimentos, que o comércio internacional também produz”, avalia o economista e professor Ricardo Eleutério.




