A Petrobras iniciou a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial da Amazônia, com a perfuração do bloco FZA-M-59 autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A perfuração começou em outubro de 2025, cerca de 175 km da costa do Amapá, e promete transformar a Amazônia em um importante polo energético. Esta região, que se estende até o Rio Grande do Norte, é vista como uma nova fronteira de exploração, com um potencial estimado de 5,6 bilhões de barris de petróleo.
A exploração pode alterar significativamente a economia do Amapá, que possui um dos menores PIBs do Brasil. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta um aumento de até 61,2% no PIB do estado, prevendo a criação de milhares de empregos. Oiapoque seria o município mais beneficiado.
A expectativa de arrecadação de royalties é alta, inspirada por exemplos como Maricá, no Rio de Janeiro, onde a arrecadação trouxe novos bilhões de reais em recursos para a cidade.
Crescimento populacional em Oiapoque
Cidades como Oiapoque já sentem um impacto econômico e populacional. A chegada de novos trabalhadores acelerou o mercado imobiliário, causando especulação e novos empreendimentos residenciais.
Contudo, há desafios na infraestrutura, especialmente em planejamento urbano e investimentos necessários para acompanhar o crescimento.
Apesar do promissor impacto econômico, há preocupações ambientais significativas. Neste mês de janeiro, um vazamento de fluido de perfuração no poço Morpho destacou os riscos ambientais.
A Petrobras controlou o incidente, mas organizações indígenas e ambientalistas têm manifestado preocupação com possíveis impactos na biodiversidade e nas comunidades locais.




