Na semana passada, chegou um navio-hospital chinês ao Rio de Janeiro. O navio, que ficou atracado no Pier Mauá, na Zona Portuária, até a última quinta-feira (15), levantou algumas questões do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) sobre atendimentos a bordo da embarcação.
Cremerj questionou se estavam acontecendo atendimentos no navio chinês
A embarcação Silk Road Ark, da Marinha chinesa, chegou à capital carioca na semana passada, no dia 8 de janeiro. De acordo com o g1, o Cremerj afirmou ter recebido informações de que estavam acontecendo atendimentos médicos dentro da embarcação. O conselho queria saber se a informação procedia e se os funcionários estrangeiros a bordo tinham habilitação para praticar medicina no país. Segundo o Estadão, não existe registro de que o navio tenha oferecido atendimento à população carioca.
Em nota, o pier onde o navio estava atracado afirmou que “não há e não haverá atendimento médico humanitário no navio, tratando-se apenas de uma visita da delegação chinesa ao país para estreitar laços de amizade entre as duas nações.”
O Consulado da China afirma que o objetivo do navio, que saiu do país em setembro do ano passado, é “oferecer intercâmbio de conhecimentos, treinamentos conjuntos e atividades culturais”. O Brasil foi o primeiro destino no navio aqui na América do Sul. Em nota, a Marinha afirmou que a embarcação tinha “caráter oficial e diplomático”. As visitas à embarcação eram restritas a representantes consulares e a jornalistas.
De acordo com o Portal 360, a presença do navio também causou desconforto por supostamente carregar equipamentos de inteligência capazes de coletar dados estratégicos, segundo fontes militares ouvidas pelo veículo.




