O governo federal deve repetir em 2026 a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS. Se mantido o cronograma adotado nos últimos anos, a primeira parcela do benefício deve ser depositada em abril, enquanto a segunda parcela tem previsão de pagamento em maio, junto com o benefício mensal. As datas exatas, no entanto, ainda aguardam confirmação oficial.
A antecipação do 13º salário para o primeiro semestre tornou-se prática recorrente desde a pandemia e vem sendo mantida como forma de reforçar a renda de aposentados e pensionistas. O recurso extra costuma ser utilizado para quitar dívidas, custear despesas médicas ou equilibrar o orçamento doméstico.
Apesar do cenário favorável, o INSS recomenda que os segurados acompanhem os canais oficiais do órgão, já que o calendário definitivo ainda não foi publicado.
Como funciona o pagamento
O 13º salário do INSS é pago em duas parcelas:
- 1ª parcela: corresponde a 50% do valor bruto do benefício, sem descontos;
- 2ª parcela: corresponde aos 50% restantes, com descontos legais, como o Imposto de Renda, quando aplicável.
Por conta desses abatimentos, a segunda parcela costuma ser menor do que a primeira para parte dos beneficiários.
Quem recebe o valor integral
Tem direito ao valor integral do 13º quem recebeu benefício previdenciário durante todos os 12 meses anteriores ao pagamento. Nesses casos, o abono é igual ao valor bruto mensal do benefício.
Já segurados que passaram a receber aposentadoria, pensão ou auxílio ao longo do ano recebem o 13º de forma proporcional. O cálculo é feito dividindo o valor mensal por 12 e multiplicando pelo número de meses em que houve pagamento.
Recebem o abono anual os beneficiários de:
- aposentadoria;
- pensão por morte;
- auxílio-doença;
- auxílio-acidente;
- auxílio-reclusão.
Ficam de fora os beneficiários do BPC/Loas, por se tratar de um benefício assistencial que não prevê o pagamento do 13º salário.




