O que para muitos motoristas é apenas uma etapa da vida adulta, para a sul-coreana Cha Sa-soon tornou-se uma verdadeira prova de resistência. Moradora da vila de Sinchon, na Coreia do Sul, ela só conseguiu ser aprovada no exame para tirar a carteira de motorista aos 69 anos, após 960 tentativas e um gasto estimado que pode chegar a R$ 70 mil, segundo relatos divulgados pela imprensa internacional.
Cha Sa-soon iniciou o processo para obter a habilitação em abril de 2005. O maior obstáculo foi a prova teórica, que ela repetiu diariamente, cinco vezes por semana, durante cerca de três anos. A aprovação veio apenas na 961ª tentativa, de acordo com reportagem do The New York Times.
Depois disso, ainda enfrentou o exame prático, no qual também precisou insistir dezenas de vezes até finalmente conquistar a permissão para dirigir, em 2010. Ao todo, estima-se que a idosa tenha gasto mais de 5 milhões de won, o equivalente a R$ 18 mil, embora alguns veículos internacionais apontem que o valor total, somando taxas e aulas, pode ter ultrapassado R$ 70 mil.
Motivação familiar e reconhecimento
Em entrevista ao The New York Times, Cha explicou que só decidiu aprender a dirigir depois dos 60 anos porque passou grande parte da vida dedicada à criação dos quatro filhos. O objetivo era simples e prático: facilitar o trabalho no pequeno negócio de venda de vegetais e poder levar os netos para passeios.
A perseverança chamou atenção até mesmo dos instrutores. Um deles afirmou ao jornal americano: “Nós todos saímos comemorando, a abraçamos e entregamos flores. Nunca tivemos coragem de pedir que ela desistisse, porque ela sempre aparecia”.
História virou símbolo de determinação
A trajetória improvável transformou Cha Sa-soon em uma celebridade nacional e internacional. Após a aprovação, a montadora Hyundai presenteou a idosa com um carro novo, avaliado em cerca de US$ 15 mil, em reconhecimento à sua determinação.
Quinze anos depois, a história voltou a circular nas redes sociais como exemplo de resiliência, persistência e força de vontade, mostrando que, para alguns objetivos, não existe idade limite — apenas insistência suficiente.




