A China e o Brasil firmaram um acordo significativo para a construção da ponte Salvador-Itaparica, marcando uma mudança importante na infraestrutura do Nordeste brasileiro. O projeto, elaborado durante o III Fórum Bahia-China em Salvador, visa fortalecer os laços econômicos e promover inovações sustentáveis. Com previsão para iniciar em junho de 2026, a construção da ponte promete impulsionar o desenvolvimento regional.
Este projeto está inserido em um contexto mais amplo de acordos entre os dois países, abrangendo setores estratégicos como energia e tecnologia.
Ampliando horizontes
Além da ponte, a parceria Brasil-China se desdobra em 36 acordos bilaterais recentes que envolvem energia limpa, tecnologia e agronegócio. A cooperação inclui medidas financeiras importantes, como o swap de moedas, minimizando a dependência do dólar.
Outro destaque é a criação de um fundo conjunto de US$ 1 bilhão, destinado a financiar projetos de energia e inteligência artificial.
Essas colaborações estendem-se também a investimentos ferroviários, refletindo a estratégia chinesa de conectar mercados sul-americanos ao asiático, exemplificado pela Ferrovia de Integração Oeste-Leste.
Impactos econômicos
Os investimentos chineses prometem alavancar a economia brasileira, especialmente em regiões menos desenvolvidas. Além da criação de empregos e melhora na exportação de commodities, os projetos ferroviários, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, evidenciam ganhos em logística e competitividade.
Entretanto, a parceria enfrenta desafios no campo geopolítico, que incluem a necessidade de coordenação entre países sul-americanos e a minimização de impactos ambientais.




