Uma das coisas mais divertidas de obras de ficção científica é olhar para coisas que foram feitas há anos atrás e descobrir que elas foram até bem precisas em imaginar o futuro – o nosso presente. Um exemplo é um filme considerado um dos primeiros e mais importantes do gênero: estamos falando do clássico Metrópolis, de 1927, do diretor austríaco Fritz Lang. Apesar de ter sido um fracasso de bilheteria na época, Metrópolis ficou conhecido como um dos filmes mais importantes de ficção científica de todos os tempos.
Um ponto interessante é observar que o filme se passa em 2026. Será que o futuro imaginado por esse longa, a quase um século atrás, tem semelhanças com o que vivemos atualmente? Como já entregamos no título, a resposta é sim.
Como o 2026 de Metrópolis conversa com o nosso 2026?
Um texto de André Pugliesi para o Gazeta do Povo destaca como Metrópolis discute ao longo da trama vários temas que fazem parte do nosso contemporâneo, como “controle, manipulação, mecanização do trabalho e inteligência artificial”.
A trama se passa em uma cidade em 2026 dividida entre a elite, que vive na superfície, e os operários, que trabalham exaustivamente no subsolo. A história envolve o filho de um líder que se apaixona por Maria, uma líder que prega a conciliação de classes. Tudo se complica com a criação de um androide com a aparência de Maria usado para incitar a revolta entre operários.
A ideia de um robô com a aparência de um líder confiável para manipular e espalhar o caos não é nem um pouco estranha ao que vivemos atualmente, com os “bots” nas redes sociais, os vídeos feitos por inteligência artificial e outras tecnologias usadas para espalhar desinformação.
O filme também “prevê” outras coisas. Muito antes de pensarmos em celulares, Skype e Zoom, uma cena de Metrópolis mostra um dos personagens se comunicando por vídeo. A arquitetura de Metrópolis, com desfiladeiros de prédios, também lembra muitas cidades gigantes que vemos hoje em dia, e, apesar de ainda não termos carros voadores, já temos drones de entrega e táxis aéreos sendo desenvolvidos.




