Antes dos celulares irem parar nas mãos de praticamente todo mundo – até mesmo a sua avó -, como as pessoas conseguiam ligar para alguém se não estivessem em casa? Dependendo da sua idade, você provavelmente já gritou a resposta do seu lado da tela: “orelhões, orelhões!”. E é isso mesmo. Mesmo que tenham caído em desuso, ainda existem vários exemplares dos telefones públicos pelo Brasil afora… mas isso vai mudar muito em breve.

A partir deste mês, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começou a tirar de vez os orelhões espalhados pelo país. São cerca de 38 mil orelhões em ruas de todo o Brasil (será que a sua cidade tem algum?). Em comparação, apenas seis anos atrás, em 2020, eram quase 200 mil.
Essa retirada dos orelhões acontece porque contratos antigos de telefonia fixa chegaram ao fim e as operadoras não são mais obrigadas a manterem esses aparelhos. No lugar disso, as empresas precisam investir em ampliar o sinal de celular e a internet banca larga – sabe, coisas que a maioria das pessoas realmente usa hoje em dia?
Orelhões ainda podem ser encontrados no Brasil até 2028
Esses pedaços do passado ainda não desaparecem totalmente até 2028, já que os orelhões precisam ser obrigatoriamente mantidos até este ano em partes do país que ainda não têm sinal de celular. Novamente, a Anatel vai cobrar que essas empresas de telefonia invistam na infraestrutura de telecomunicações, principalmente nessas partes do Brasil.
“As empresas assumiram compromissos de manutenção da oferta de serviço de telecomunicações com funcionalidade de voz (incluindo os orelhões), em regime privado, por meio de quaisquer tecnologias, em localidades nas quais as empresas forem as únicas prestadoras presentes, até o prazo máximo de 31 de dezembro de 2028”, afirma a Anatel.




