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Anac vai criar uma lista proibida de passageiros para 2026: quem estiver não poderá viajar de avião

Por Pedro Silvini
25/01/2026
Em Geral
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Aeroporto de Guarulhos

Aeroporto de Guarulhos (Reprodução/Tripadvisor)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) planeja implementar, ainda no primeiro semestre de 2026, a chamada “no flight list” no Brasil — uma lista que poderá proibir temporariamente o embarque de passageiros considerados indisciplinados na aviação comercial. A iniciativa surge em meio ao crescimento expressivo de episódios de violência, vandalismo e descumprimento de regras de segurança dentro de aeronaves, que têm preocupado companhias aéreas e autoridades do setor.

A proposta atende a uma demanda antiga das empresas aéreas, que defendem punições administrativas mais eficazes para coibir comportamentos que colocam em risco tripulações, passageiros e a própria operação dos voos.

Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) mostram a dimensão do problema. Entre janeiro e agosto de 2025, foram registrados 979 casos de passageiros indisciplinados, um aumento de 87% em relação ao mesmo período de 2024. As ocorrências classificadas como graves chegaram a 210 episódios, alta de 55%.

Entre as situações relatadas estão agressões físicas, ameaças, consumo de cigarro a bordo, tentativas de acesso à cabine de comando e até falsas ameaças de bomba, práticas que podem gerar atrasos, desvios de rota e riscos diretos à segurança da aviação.

Como funciona hoje e o que deve mudar

Atualmente, o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil determina que, em casos de indisciplina, a companhia aérea deve acionar a Polícia Federal e realizar o desembarque do passageiro no aeroporto mais adequado. Dependendo da gravidade, o infrator pode responder nas esferas criminal e civil.

Na prática, porém, as empresas apontam uma lacuna: mesmo após causar transtornos graves, o passageiro pode voltar a voar normalmente, inclusive no dia seguinte, sem qualquer restrição administrativa no setor aéreo.

Com a regulamentação da no flight list, a Anac pretende criar um mecanismo adicional de punição, permitindo a suspensão do direito de embarque por um período determinado, conforme a gravidade e a reincidência da infração.

Objetivo é reforçar segurança e prevenir reincidência

A expectativa do setor é que a nova regra funcione como um instrumento de prevenção, desestimulando comportamentos agressivos e reforçando a segurança operacional. A suspensão não deve ser automática: cada caso deverá seguir critérios objetivos, com direito à defesa e análise técnica, conforme a regulamentação que ainda será detalhada pela agência.

Se confirmada, a no flight list colocará o Brasil em linha com práticas já adotadas em outros países, onde passageiros que colocam voos em risco podem ficar impedidos de viajar por meses ou até anos.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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