O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) revelou um cenário desafiador para os cursos de medicina no Brasil. O Ministério da Educação (MEC) divulgou que cerca de 30% das instituições foram avaliadas como insuficientes, resultando em penalidades que podem incluir redução de vagas e suspensão de novas matrículas.
O Enamed foi estabelecido para garantir a qualidade da formação médica no país. Entre os cursos avaliados, 107 receberam conceitos 1 e 2, considerados insatisfatórios, e 99 deles estão sob sanções diretas do MEC.
Cabe destacar que cursos estaduais e municipais não se submetem às mesmas sanções, pois não estão sob a alçada do ministério diretamente. Cursos com conceito 1 enfrentam suspensão total de novas inscrições, enquanto aqueles com conceito 2 devem reduzir vagas significativamente. Tais medidas visam elevar a qualidade do ensino médico no Brasil.
Discrepâncias entre instituições
Os resultados do exame destacaram diferenças notáveis entre instituições públicas e privadas. Universidades federais e estaduais se destacaram, alcançando altos conceitos, enquanto muitas instituições municipais e privadas com fins lucrativos apresentaram resultados abaixo do esperado.
Os cursos que receberam avaliações negativas têm um prazo de 30 dias para apresentar defesa e apresentar planos de melhoria. Até a próxima edição do Enamed, em outubro de 2026, espera-se que essas instituições demonstrem progressos significativos. As medidas implementadas pelo MEC têm como objetivo final não apenas remediar falhas, mas também assegurar que as faculdades de medicina garantam um ensino adequado às exigências do mercado e contribuam para a saúde pública.




