A crise no Grupo Banco Master se intensificou esta semana, quando a Mastercard suspendeu o uso dos cartões do Will Bank, uma fintech do conglomerado. A decisão, anunciada nesta terça-feira (20), ocorreu após a constatação de descumprimento de obrigações financeiras por parte do Will Bank.
No dia seguinte, esta quarta-feira (21), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A., devido a problemas graves de solvência.
Com a suspensão dos cartões do Will Bank, muitos usuários não conseguem realizar operações como transferências via Pix. O site da instituição está fora do ar, direcionando os visitantes para o comunicado do Banco Central sobre a liquidação.
Esta situação aumenta a preocupação dos clientes sobre o futuro de suas finanças, enquanto a Mastercard busca evitar o aumento das dívidas relacionadas ao Will Bank. Os clientes ainda são responsáveis por pagar as faturas de compras realizadas anteriormente.
Profundidade da crise no Banco Master
A liquidação do Will Bank e do Banco Master expõe a gravidade da crise no grupo. Diversas entidades associadas, como o Banco Letsbank S/A, também foram impactadas.
Daniel Vorcaro, um dos dirigentes do Banco Master, enfrenta investigações por fraudes bancárias, ilustrando os desafios enfrentados pela organização.
O Regime de Administração Especial Temporária (Raet), anteriormente implementado pelo Banco Central para o Will Bank, não conseguiu evitar seu colapso. Essa medida regulatória busca resolver problemas financeiros sem interromper totalmente as operações bancárias, mas a falta de recuperação fez com que a liquidação se tornasse inevitável.
Futuro dos clientes
Com a liquidação, um liquidante será nomeado para organizar o patrimônio e quitar as dívidas da instituição. Depósitos e aplicações financeiras são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. No entanto, clientes devem aguardar orientações oficiais sobre saldos e dívidas.
O impacto financeiro é significativo, especialmente para os cerca de 2,5 milhões de clientes do Will Bank, muitos dos quais pertencem às classes C e D. Após o decreto de liquidação, estes clientes enfrentam incertezas sobre o acesso aos seus fundos. A proteção do FGC cobre a maioria dos saldos, mas aqueles que excedem R$ 250 mil podem não ser totalmente ressarcidos.




