O preço da cesta básica caiu em todas as capitais brasileiras no acumulado dos últimos seis meses de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A redução foi registrada nas 27 capitais do país, com variações negativas que vão de 1,56% a 9,08%, um movimento considerado inédito em escala nacional.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente desde agosto do ano passado, quando Conab e Dieese firmaram parceria para ampliar o monitoramento do custo dos alimentos básicos em todo o Brasil.
Entre as capitais, Boa Vista (RR) apresentou a maior redução no período, com queda de 9,08%. O valor da cesta básica passou de R$ 712,83, em julho de 2025, para R$ 652,14 em dezembro — uma diferença de R$ 60,69. Logo em seguida aparecem Manaus (AM), com redução de 8,12%, e Fortaleza (CE), com queda de 7,90%.
Outras capitais também registraram reduções expressivas, como Brasília (DF), com -7,65%, e Florianópolis (SC), com -7,67%. Na outra ponta da tabela, as menores quedas foram observadas em Belo Horizonte (MG), com 1,56%, Macapá (AP), com 2,10%, e Campo Grande (MS), com 2,16%.
Avaliação do governo
Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado reflete os investimentos feitos no setor agropecuário e na ampliação da oferta de alimentos no mercado interno.
“Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou Pretto, em nota divulgada pela estatal.
A cesta básica é um dos principais indicadores do custo de vida das famílias brasileiras, especialmente das camadas de renda mais baixa. A redução nos preços tende a aliviar o orçamento doméstico e pode ter reflexos positivos no consumo e na inflação de alimentos.
Segundo Conab e Dieese, o acompanhamento contínuo dos preços permite avaliar com mais precisão os efeitos das políticas públicas sobre o abastecimento e o mercado interno, além de subsidiar decisões econômicas e sociais.




