A gasolina E30 introduziu uma transformação no mercado de combustíveis brasileiro a partir de 1º de agosto de 2025. A mudança, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), incorporou 30% de etanol anidro à gasolina, elevando o índice de octanagem de 93 para 94 RON. Este é o índice que mede a resistência à detonação da gasolina: quanto maior o resultado, mais eficiente é o combustível.
A novidade é vista como uma estratégia para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e aumentar o uso de fontes renováveis. A expectativa é que essa alteração traga melhorias ambientais e reduza custos para os consumidores.
Mudança na composição da gasolina
O aumento da quantidade de etanol busca diminuir a vulnerabilidade às oscilações do preço do petróleo no mercado internacional e impulsionar a indústria de etanol, particularmente a de milho. Estima-se uma redução no preço da gasolina em até R$ 0,11 por litro.
No entanto, os motoristas devem estar cientes de que haverá uma necessidade de maior quantidade de combustível para manter o mesmo desempenho nos veículos não flex, devido ao menor poder calorífico do etanol.
Benefícios da Gasolina E30
A introdução da gasolina E30 apresenta um desafio, especialmente para veículos mais antigos ou importados, que podem não estar adaptados ao aumento do teor de etanol. A maioria dos veículos flex no Brasil consegue lidar bem com essa mistura.
Os testes preliminares não indicaram problemas significativos, mas é importante que mecânicos e fabricantes monitorem o impacto no longo prazo.
A elevação do etanol também promete vantagens ambientais, como a redução de emissões de gases de efeito estufa. Isso está alinhado com as metas globais de descarbonização e pode estimular investimentos na infraestrutura de produção de etanol, beneficiando economicamente o Brasil.
Futuro do combustível no Brasil
O governo considera elevar ainda mais o percentual de etanol na gasolina para até 35%, conforme permitido pela legislação. Isso dependerá da viabilidade técnica comprovada.
O setor está otimista em expandir a produção de etanol para suprir essa demanda. Para postos de combustíveis e frotas, a atenção no monitoramento do desempenho dos veículos e nos dados de consumo será essencial para uma adaptação suave a essa nova realidade.




