Com a chegada dos meses mais quentes, o jardim passa a ocupar papel central na casa — seja como área de lazer, seja como elemento estético e funcional. Nesse contexto, uma planta tem se destacado como alternativa sustentável às cercas tradicionais: a ervilha-de-cheiro, espécie trepadeira que cria barreiras verdes, perfuma o ambiente e contribui para o equilíbrio do ecossistema do jardim.
A ervilha-de-cheiro (Lathyrus odoratus) chama atenção pelo desenvolvimento acelerado e pelo aroma adocicado de suas flores. Adaptável a cercas, treliças, telas e pergolados, a planta pode atingir até dois metros de altura, formando uma espécie de parede natural em pouco tempo.
Diferentemente de trepadeiras lenhosas, que costumam ser mais pesadas visual e estruturalmente, a ervilha-de-cheiro cria primeiro uma massa verde leve e, em seguida, uma explosão de flores. O resultado é um alto impacto ornamental sem sobrecarregar o espaço.

As flores têm pétalas que lembram pequenas borboletas e surgem em diversas cores, como rosa, vermelho e branco. Essa variedade cromática faz da ervilha-de-cheiro uma escolha frequente no paisagismo ornamental, especialmente em jardins residenciais que buscam beleza aliada à praticidade.
O perfume doce e delicado é um dos principais atrativos da planta, tornando o ambiente mais agradável, sobretudo durante o verão, quando o uso das áreas externas se intensifica.
Efeito sobre insetos é indireto
Apesar do aroma marcante, especialistas alertam que a ervilha-de-cheiro não deve ser encarada como um repelente natural infalível. O perfume não atua como inseticida, mas pode influenciar o comportamento de alguns insetos.
Na prática, as flores atraem polinizadores e insetos benéficos, favorecendo o equilíbrio do jardim. Além disso, os compostos voláteis liberados pela planta podem confundir determinadas espécies, reduzindo a presença de insetos indesejados de forma indireta.
Para que a ervilha-de-cheiro forme uma cerca viva saudável e vistosa, alguns cuidados são fundamentais. A planta precisa de quatro a seis horas de sol direto por dia, preferencialmente o sol da manhã em regiões mais quentes.
O solo deve ser fértil, leve e bem drenado, evitando compactação e excesso de água. A rega precisa ser regular, mantendo o solo úmido sem encharcar. Outro ponto importante é o tutoramento desde o início do crescimento: treliças, arames ou telas ajudam a conduzir os ramos e evitam que a planta quebre.




