A maior tempestade solar dos últimos 20 anos atingiu o Brasil, proporcionando um raro espetáculo de aurora austral. Em Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, o fenômeno ocorreu na última terça-feira, 20 de janeiro, mas não foi visível a olho nu. As luzes roxas e avermelhadas foram capturadas pelo fotógrafo Egon Filter e se tornaram virais nas redes sociais.

Os cientistas explicam que tempestades solares como essa ocorrem quando partículas de alta velocidade do Sol atingem o campo magnético da Terra. A localização do Brasil próximo à Anomalia Magnética do Atlântico Sul, onde o campo magnético é mais fraco, facilita a entrada de tais partículas na atmosfera superior terrestre, possibilitando eventos de aurora em latitudes incomuns.
Efeitos globais das tempestades solares
Globalmente, a tempestade solar causou distúrbios em sistemas de comunicação e energia, especialmente em regiões polares. Esses eventos são monitorados continuamente por especialistas em clima espacial devido aos riscos que representam para satélites em órbita e infraestruturas de comunicação na Terra.
Quando as partículas solares carregadas colidem com a atmosfera, elas podem danificar equipamentos eletrônicos e causar apagões.
Aurora Austral no Brasil
Embora raras, as auroras já foram observadas anteriormente no Brasil. Em 1875, o astrônomo Emmanuel Liais registrou luzes aurorais no Rio de Janeiro. O fenômeno de 2026 reforça a importância da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, que continua a mover-se e intensificar-se, aumentando a probabilidade de mais observações futuras.
A tempestade solar de 2026 foi um dos eventos solares mais intensos em décadas. Durante tal tempestade, a interação das partículas solares com a atmosfera cria luzes coloridas e visíveis em regiões polares e, ocasionalmente, em áreas de baixa latitude próximas à Anomalia.
Monitoramento
O ciclo solar se intensifica a cada onze anos, e cientistas estão sempre atentos a essas mudanças. O monitoramento constante do Sol é essencial para antecipar fenômenos solares e mitigar seus efeitos na infraestrutura terrestre.
Este nível de vigilância é crucial, dado o risco que tempestades solares representam para a tecnologia em um mundo cada vez mais conectado.




