O reajuste do salário mínimo em 2026 reacendeu o interesse de aposentados e pensionistas pelo empréstimo consignado do INSS. Com o novo piso nacional fixado em R$ 1.621, beneficiários que recebem esse valor podem ter descontos mensais de até R$ 729,45, caso utilizem o teto permitido pela legislação para empréstimos e cartões consignados.
O aumento do benefício elevou automaticamente a chamada margem consignável, o que explica a explosão na busca por informações no aplicativo e site Meu INSS nos últimos dias.
Dados da Dataprev mostram que a procura pela consulta da margem consignável disparou após a correção dos benefícios. A média diária de acessos, que era de cerca de 4,4 milhões, saltou para mais de 8 milhões de consultas em apenas um dia, um crescimento superior a 80%.
Segundo o órgão, o movimento foi diretamente influenciado pelo reajuste dos pagamentos, que começou a valer em janeiro. Quem recebe um salário mínimo teve aumento de 6,79%, enquanto benefícios acima do piso foram corrigidos em 3,90%, conforme o INPC acumulado de 2025.
Os depósitos com os novos valores começam a ser feitos a partir do dia 26 de janeiro, seguindo o calendário escalonado do INSS.
Como funciona o desconto no salário de até R$ 729,45
Pelas regras atuais do INSS, o aposentado pode comprometer até 45% do valor do benefício com descontos mensais. Esse percentual é dividido da seguinte forma:
- 35% para empréstimos consignados;
- 5% para cartão de crédito consignado;
- 5% para cartão consignado de benefício.
Na prática, para quem recebe R$ 1.621, isso representa:
- Até R$ 567,35 com parcelas de empréstimos;
- Cerca de R$ 81,05 para cada tipo de cartão consignado.
Somados, os descontos podem chegar a R$ 729,45 por mês — valor que só será aplicado se o beneficiário utilizar todo o limite disponível, o que não é obrigatório.
Sistema do Meu INSS enfrenta instabilidade
O aumento repentino na demanda também provocou instabilidade no sistema do Meu INSS. Usuários relatam dificuldades para fazer login, lentidão, páginas fora do ar e falhas ao consultar extratos ou solicitar serviços.
De acordo com a Dataprev, houve um volume atípico de acessos, chegando a 8,5 milhões de consultas em um único dia, o que sobrecarregou os servidores. Além da margem consignável, muitos segurados buscaram informações sobre reajustes, imposto de renda e desbloqueio de empréstimos — este último também registrou alta, com mais de 400 mil liberações em um dia.




