Uma erupção solar de alta magnitude, classificada como classe X — a mais intensa da escala, foi registrada nas últimas horas e colocou cientistas em alerta. O fenômeno lançou uma ejeção de massa coronal (CME) em direção à Terra, segundo centros internacionais de monitoramento do clima espacial. A expectativa é que o material atinja a magnetosfera terrestre nos próximos dias, com potencial para gerar tempestades geomagnéticas moderadas a fortes.
De acordo com especialistas do Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), ligado à NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), a CME pode desencadear uma tempestade entre os níveis G3 e G4, em uma escala que vai até G5. Eventos dessa intensidade são capazes de impactar sistemas tecnológicos e provocar fenômenos visuais raros em regiões pouco acostumadas com esse tipo de ocorrência.
Tempestades geomagnéticas dessa magnitude podem causar interferências em comunicações de rádio, falhas em sistemas de GPS, oscilações em satélites e até problemas pontuais em redes elétricas. Ao mesmo tempo, o fenômeno pode resultar em auroras boreais e austrais mais intensas, visíveis em latitudes incomuns.

Nos Estados Unidos, por exemplo, há possibilidade de auroras serem observadas em áreas como o norte da Califórnia e o Alabama, caso as condições do campo magnético terrestre se tornem mais favoráveis, especialmente com a orientação do campo magnético interplanetário para o sul — fator que potencializa esse tipo de evento.
Apesar do alerta, os especialistas destacam que o comportamento do clima espacial pode variar rapidamente. Monitoramentos mais recentes indicam que, nas últimas 24 horas, a atividade solar apresentou predominância de erupções de menor intensidade (classe C) e que o campo magnético da Terra permanece entre níveis quietos e instáveis, sem registro imediato de tempestade geomagnética severa.
Monitoramento segue contínuo
Cientistas acompanham de perto a evolução da nuvem de plasma e das regiões ativas do Sol, que atualmente apresenta diversas áreas com potencial de novas explosões. As previsões indicam chance reduzida, mas ainda existente, de novas erupções mais fortes nos próximos dias.
Autoridades reforçam que não há motivo para pânico, mas recomendam atenção especial de setores sensíveis, como telecomunicações, aviação e operadores de satélites.




