Nesta segunda-feira, dia 26 de janeiro, o governo do Estado americano do Texas atualizou sua lista de tecnologias proibidas para reforçar a segurança cibernética contra ameaças estrangeiras. Sob a liderança do governador Greg Abbott, foi decidido que funcionários estaduais não podem mais usar produtos e serviços de empresas chinesas. Essa medida foi tomada após consultas com o Comando Cibernético do Texas (TXCC).
A lista inclui empresas como Alibaba, Shein, PDD (Pinduoduo, Temu) e outros gigantes da tecnologia, além de fabricantes de dispositivos de rede e inteligência artificial, como TP-Link e iFlytek. As restrições se aplicam a hardware, inteligência artificial e software chineses, visando mitigar possíveis riscos à segurança e privacidade dos usuários estatais.
Empresas envolvidas na proibição
A decisão de proibir o uso das tecnologias chinesas impacta diretamente empresas como Temu e iFlytek. A proibição não se limita apenas a dispositivos e softwares, mas também abrange ferramentas de inteligência artificial. O objetivo é proteger os sistemas estaduais de integrações com essas tecnologias consideradas vulneráveis.
Confira a lista completa:
- SenseTime
- Megvii
- CloudWalk
- Autel
- CATL
- Wuhan Geosun LiDAR
- Yitu
- iFlytek
- Uniview
- Zhipu (Z.ai)
- Beijing Academy of Artificial Intelligence (BAAI)
- Alibaba
- Xiaomi
- Gotion High Tech
- Baidu
- RoboSense LiDAR
- TP-Link
- Hisense
- TCL
- Baichuan
- StepFun
- MiniMax
- PDD (Pinduoduo, Temu)
- Shein
- Moonshot AI
- NucTech
A medida reflete uma tendência nos Estados Unidos de limitar tecnologias de países adversários. O foco é diminuir riscos de coleta não autorizada de dados e vulnerabilidades de segurança. Tanto as preocupações federais quanto estaduais estão em linha com essa decisão do Texas.
Consequências
As proibições texanas são aplicadas somente em dispositivos e redes de propriedade estatal. Cidadãos comuns do Texas ainda podem utilizar essas tecnologias para uso pessoal. Até agora, as empresas afetadas não se pronunciaram publicamente sobre a decisão.
A decisão do Texas reflete um contexto mais amplo de tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.




