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Antes da Copa do Mundo, EUA vê dólar despencar de preço — moeda nunca valeu tão pouco nos últimos 2 anos

Por Pedro Silvini
28/01/2026
Em Geral
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copa do mundo

(Reprodução/Magnific)

A poucos meses da Copa do Mundo que será sediada nos Estados Unidos, a economia americana enfrenta um sinal de alerta no mercado financeiro: o dólar atingiu nesta semana o menor patamar dos últimos dois anos. A moeda norte-americana registrou a maior queda diária desde abril de 2025 e acumula desvalorização significativa frente a outras divisas, em um movimento global de desconfiança dos investidores em relação aos rumos da política econômica dos EUA.

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Na terça-feira (27), o dólar comercial caiu 1,41% e encerrou o dia a R$ 5,206 no Brasil — o menor valor em cerca de 20 meses. No cenário internacional, o índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda frente a seis pares fortes, recuou 1,3% e chegou ao nível mais baixo desde fevereiro de 2022.

A queda do dólar não ocorre por acaso. Investidores globais têm reagido com cautela às sinalizações da política externa e comercial do presidente Donald Trump, especialmente após novas ameaças tarifárias envolvendo países da União Europeia, Canadá, Coreia do Sul e nações com relações comerciais com o Irã. Mesmo quando as medidas não se concretizam, o estilo agressivo e instável de negociação aumenta a aversão ao risco.

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Além disso, ataques frequentes de Trump ao Federal Reserve, dúvidas sobre a condução da política de juros e rumores de que os EUA poderiam tolerar — ou até estimular — um dólar mais fraco para ganhar competitividade comercial alimentam a pressão sobre a moeda. Questionado sobre a desvalorização acumulada, Trump minimizou: “O dólar está indo muito bem”. O mercado, no entanto, parece discordar.

Trump
(Reprodução/Getty Images)

Brasil se beneficia e Bolsa bate recorde histórico

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Enquanto o dólar perde força, mercados emergentes aparecem como alternativa para o capital internacional. O Brasil foi um dos principais beneficiados. Impulsionado pela desaceleração da prévia da inflação (IPCA-15) e pela entrada de recursos estrangeiros, o Ibovespa subiu 1,79% e fechou aos 181.919 pontos, renovando o recorde histórico. Em 12 meses, a Bolsa brasileira acumula alta de cerca de 45%.

Analistas apontam que os fundos globais têm buscado proteção em metais, commodities e economias emergentes, em meio a acordos comerciais firmados fora da órbita dos Estados Unidos — como os recentes entendimentos entre União Europeia, Mercosul e Índia.

A desvalorização do dólar ocorre em um momento simbólico: os Estados Unidos se preparam para receber a Copa do Mundo, evento que tradicionalmente atrai bilhões de dólares em investimentos, turismo e consumo. Um dólar mais fraco pode até favorecer a entrada de turistas estrangeiros, mas também reflete fragilidades econômicas que preocupam investidores às vésperas de um dos maiores eventos esportivos do planeta.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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