O câncer de pâncreas é conhecido como um dos mais agressivos, justamente por ser difícil de ser diagnosticado em estágios iniciais. A falta de diagnósticos precoces e de terapias eficazes contra a doença fazem com que a taxa de sobrevida da doença em cinco anos após o diagnóstico seja menor que 10%. Mas um grupo de pesquisadores espanhóis está testando uma nova terapia que pode melhorar e muito as chances desses pacientes.
Proposta promete revolucionar tratamento do câncer de pâncreas
Mariano Barbacid , chefe do Grupo de Oncologia Experimental do Centro Nacional de Pesquisa Oncológica da Espanha (CNIO), desenvolveu uma pesquisa que conseguiu eliminar de forma completa e permanente tumores pancreáticos em camundongos – e a melhor parte: sem efeitos colaterais significativos.
O problema dos tratamentos atuais contra esse tipo de câncer é que os tumores acabam desenvolvendo uma resistência aos medicamentos muito rápido. A estratégia dos pesquisadores comandados por Barbacid é abordar essa questão da resistência aos medicamentos, que bloqueiam a ação do KRAS, um gene presente em 90% das pessoas com esse tipo de câncer.
“A estratégia do grupo CNIO tem sido bloquear a ação do oncogene KRAS em três pontos, em vez de apenas um — é mais difícil para uma viga quebrar se estiver fixada ao teto em três pontos, em vez de apenas um”, explica o CNIO. Usar o mesmo princípio em pacientes envolve a busca por medicamentos que bloqueiem a via molecular KRAS nesses mesmos três pontos.
A equipe combinou um inibidor de KRAS disponível para estudos experimentais, um medicamento aprovado para alguns adenocarcinomas de pulmão e um degradador de proteínas. Mas vale destacar que, apesar dos resultados experimentais promissores, Barbacid afirmou que eles ainda não estão prontos para realizar ensaios clínicos com essa “terapia tripla”.




