A Espanha, sob o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez, anunciou uma medida para regularizar cerca de 500 mil imigrantes sem autorização. Através de um decreto real, a iniciativa visa conceder autorizações de residência e trabalho a essas pessoas, promovendo tanto a integração social quanto o fortalecimento da economia.
Os imigrantes elegíveis devem ter chegado ao país antes de 31 de dezembro de 2025, comprovar residência por cinco meses e não possuir antecedentes criminais. A medida fica disponível para requerimentos de abril até junho deste ano.
Necessidade econômica
A economia espanhola depende de cerca de 300 mil trabalhadores estrangeiros anualmente, especialmente nos setores de agricultura, turismo e serviços.
A regularização busca eliminar a economia informal, integrando legalmente aqueles que já contribuem para esses setores fundamentais. Com a regularização, espera-se um alívio na informalidade e um aumento nas contribuições à segurança social, parte vital da economia espanhola em expansão.
Reações
A decisão do governo não veio sem críticas. Partidos conservadores denunciam que a regularização pode estimular a imigração ilegal e desviar a atenção de problemas internos.
No entanto, a posição do governo é clara: reforçar direitos humanos e inclusão social, contrastando com países europeus que endurecem as políticas imigratórias. No cenário político, essa medida sublinha uma divisão ideológica crescente na Europa sobre a imigração.
A regularização é tanto uma resposta econômica quanto social. Com experiências anteriores de regularizações, a Espanha se posiciona como uma das principais rotas de entrada de imigrantes na Europa. Em 2025, imigrantes representavam quase 20% da população total do país.




