O Governo Federal liberou R$ 3,9 bilhões para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e foram demitidos entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025. Essa medida beneficia 822.559 pessoas e visa aliviar temporariamente a situação financeira dos trabalhadores afetados.
Com a Medida Provisória autorizando a liberação dos saldos retidos, os beneficiários poderão acessar recursos que antes estavam indisponíveis.
O pagamento ocorrerá entre 2 e 12 de fevereiro de 2026, com os fundos sendo depositados automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo FGTS.
Aqueles que não registraram uma conta bancária podem efetuar saques em caixas eletrônicos, casas lotéricas e unidades do “Caixa Aqui”. Esta distribuição tem como objetivo garantir que todos os contemplados recebam seus recursos durante o período estabelecido.
Métodos de pagamento
A maioria dos trabalhadores receberá o dinheiro diretamente nas contas bancárias cadastradas. Para os que não forneceram dados bancários, estão disponíveis outras opções de saque. Este processo visa trazer conveniência e rapidez na liberação dos valores, facilitando o acesso aos recursos para os beneficiários.
Entre os 14,1 milhões de pessoas elegíveis ao saque, 9,9 milhões têm parte do FGTS comprometida com empréstimos bancários, reduzindo o valor disponível para retirada.
Além disso, 2,1 milhões de trabalhadores não poderão sacar, já que seus saldos estão totalmente vinculados a operações de crédito. Essas condições ilustram os desafios financeiros enfrentados pelos trabalhadores no contexto do saque-aniversário.
Detalhes do saque-aniversário
O saque-aniversário permite que trabalhadores retirem uma parte do saldo do FGTS anualmente no mês de seu aniversário. No entanto, ao aderir a essa modalidade, eles perdem o direito de sacar o total do FGTS em casos de demissão sem justa causa, limitando-se à multa rescisória.
A mudança para o modelo tradicional de saque só tem efeito dois anos após a solicitação.



