O recente surto do vírus Nipah na Índia trouxe à tona preocupações globais, dada a sua taxa de mortalidade entre 40% e 75%. Durante este mês de janeiro, autoridades sanitárias indianas confirmaram cinco casos no estado de Bengala Ocidental, todos entre profissionais de saúde.
No total, cerca de 100 pessoas foram colocadas em quarentena para monitoramento. Este vírus zoonótico é transmitido por morcegos frugívoros, podendo se espalhar para humanos por meio de contatos diretos ou consumo de alimentos contaminados.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitora o vírus devido ao seu alto potencial epidêmico, ainda não encontrou tratamentos ou vacinas eficazes.
A taxa de mortalidade do vírus Nipah é muito maior do que a da Covid-19, podendo ser até mais de 20 vezes mais fatal, dependendo das taxas de referência usadas para comparação.
Transmissão e sintomas do vírus Nipah
A transmissão do vírus Nipah ocorre pela interação direta com secreções ou excreções de morcegos e animais infectados, além do consumo de alimentos contaminados, como frutas mal higienizadas ou álcool extraído de tamareiras.
No Sul e Sudeste da Ásia, especialmente em Bangladesh e Índia, o patógeno circula periodicamente. Os sintomas iniciais são semelhantes aos de uma gripe comum, com febre e dor de cabeça, mas a doença pode evoluir rapidamente para complicações graves, como a encefalite.
Nos casos mais severos, a complicação neurológica pode matar em 48 horas após o surgimento dos sintomas. Outras manifestações como insuficiência respiratória também exigem atendimento médico urgente e geralmente são tratadas em unidades de terapia intensiva.
Medidas de prevenção e controle
Devido à falta de uma vacina específica, as medidas preventivas são fundamentais. As autoridades de saúde recomendam evitar o contato com morcegos e porcos, lavar bem as frutas antes de consumi-las e manter práticas rigorosas de higiene.
Profissionais de saúde em áreas endêmicas devem usar equipamentos de proteção individual para evitar a transmissão em ambientes hospitalares.
Essas práticas de prevenção são amplamente difundidas por meio de campanhas educativas e são cruciais para controlar o avanço do vírus. A OMS, em conjunto com governos locais, promove a vigilância epidemiológica ativa e o desenvolvimento de terapias experimentais.




