Um enorme buraco com cerca de 450 metros quadrados se abriu repentinamente em uma das regiões mais movimentadas da cidade de Fukuoka, no Japão, engolindo cinco pistas de uma avenida próxima à estação ferroviária de Hakata. O episódio, ocorrido em 2016, poderia ter provocado uma crise urbana de grandes proporções, mas entrou para a história por um motivo incomum: a via foi reparada em apenas 48 horas.
Apesar do impacto visual e do risco potencial, ninguém ficou ferido. Houve, no entanto, interrupções temporárias nos serviços de água, energia elétrica, gás e telefonia. Uma semana depois, o cruzamento já estava totalmente liberado para o tráfego, funcionando como se nada tivesse acontecido.
Reconstrução em tempo recorde
Assim que o pavimento começou a ceder, autoridades evacuaram prédios e ruas próximas por segurança. Técnicos realizaram avaliações estruturais imediatas e, após testes para garantir a integridade do solo e a saúde dos trabalhadores, as obras começaram sem interrupção — dia e noite.
Para fechar a cratera, que media cerca de 30 metros por 27 metros e tinha 15 metros de profundidade, foram utilizados aproximadamente 6.200 metros cúbicos de areia e cimento. O prefeito de Fukuoka à época, Soichiro Takashima, afirmou que a nova estrutura ficou 30 vezes mais resistente do que a anterior.
Imagens em timelapse captadas por câmeras de segurança mostraram a impressionante velocidade da obra e viralizaram nas redes sociais, rendendo elogios à organização e eficiência dos operários japoneses.
Possível causa e investigação
Embora as causas oficiais do incidente não tenham sido imediatamente confirmadas, autoridades locais apontaram como principal suspeita as obras de ampliação de uma linha de metrô subterrânea que estavam em andamento nas proximidades. O prefeito prometeu a criação de uma comissão especial para investigar o afundamento e evitar novos episódios semelhantes.




