Apesar do ritmo mais fraco na geração de empregos formais em 2025, algumas cidades brasileiras seguiram se destacando como polos de oportunidades. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que São Paulo manteve a liderança nacional na criação de vagas com carteira assinada, seguida majoritariamente por capitais estaduais.
No total, o Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de 1,27 milhão de empregos formais, o pior desempenho anual desde 2020, início da pandemia. O resultado reflete a perda de fôlego do mercado de trabalho ao longo do ano, pressionado por juros elevados, menor nível de investimentos e desaceleração econômica no fim do período.
A cidade de São Paulo criou 101,8 mil empregos formais em 2025, mesmo com uma queda de 34% em relação ao saldo registrado em 2024. Ainda assim, a capital paulista respondeu sozinha por parcela significativa das novas vagas do país.
Das dez cidades que mais geraram empregos com carteira assinada no ano, oito são capitais, embora nem todas figurem entre as mais populosas do Brasil. É o caso de São Luís (MA) e João Pessoa (PB), que aparecem no ranking apesar de ocuparem, respectivamente, a 15ª e a 20ª posição em população, segundo o IBGE.
A única cidade fora do grupo das capitais é Osasco (SP), na Região Metropolitana de São Paulo, que ficou em quinto lugar no ranking nacional.
As 10 cidades que mais criaram empregos em 2025
Confira o ranking das cidades com maior saldo de vagas formais no país em 2025:
- São Paulo (SP) – 101.818 vagas
- Brasília (DF) – 51.638 vagas
- Rio de Janeiro (RJ) – 40.487 vagas
- Salvador (BA) – 30.441 vagas
- Osasco (SP) – 24.916 vagas
- Recife (PE) – 22.958 vagas
- São Luís (MA) – 19.252 vagas
- Fortaleza (CE) – 19.095 vagas
- Manaus (AM) – 18.338 vagas
- João Pessoa (PB) – 14.892 vagas
Mercado perde força, mas serviços seguem puxando vagas
Embora o saldo anual tenha sido positivo, 2025 marcou o pior desempenho do emprego formal desde a pandemia, com crescimento de apenas 2,71% no estoque de trabalhadores com carteira assinada. Em comparação, o avanço foi de 3,3% em 2023 e de 3,69% em 2024.
O setor de serviços liderou a criação de empregos, com 758 mil novas vagas no ano, seguido pelo comércio, que abriu 247 mil postos formais. Já a indústria teve desempenho mais fraco, com saldo de 144 mil empregos, impactada pelo crédito caro e por fatores externos, como o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros no mercado internacional.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração principalmente à manutenção da taxa Selic em patamar elevado, o que, segundo ele, limita investimentos e freia a expansão do mercado de trabalho.




