Neste início de 2026, motoristas que percorrem a BR-262 entre Campo Grande e Três Lagoas enfrentarão novas diretrizes de pedágio eletrônico. A concessão da chamada Rota da Celulose trará um pedágio aproximado de R$ 57.
Este valor se insere num contexto maior de modernização da infraestrutura rodoviária. A inovação mais notável é a adoção do sistema Free Flow, que elimina praças físicas e cancela, agilizando o fluxo de veículos.
A implementação deste sistema permitirá que veículos passem por quatro pórticos eletrônicos ao longo da BR-262. Cada um deles detectará automaticamente a placa ou TAG eletrônica do veículo, cobrando a tarifa correspondente. A intenção é minimizar congestionamentos comuns em praças tradicionais de pedágio e aumentar a eficiência no tráfego.
Valor e descontos no pedágio
A cobrança do pedágio eletrônico na BR-262 começou em novembro de 2025. Prevê-se um custo total de R$ 57,60, já incluindo um desconto de 8% ofertado durante o leilão de concessão.
Motoristas que utilizarem TAGs eletrônicas poderão acessar descontos adicionais, um incentivo para a adesão à tecnologia. Os pagamentos devem ser efetuados em até 30 dias após a passagem para evitar multas.
Os quatro pórticos estão localizados estrategicamente ao longo do trajeto: o primeiro estará entre Três Lagoas e Água Clara, com mais três intermediários até Campo Grande. Esta disposição não só facilita a vida dos motoristas, mas também assegura um sistema de cobrança equitativo, baseado na distância percorrida.
Investimentos
O projeto de concessão da Rota da Celulose irá investir mais de R$ 10 bilhões em melhorias. Inclui a duplicação de 101,73 km de pista entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, bem como melhorias em infraestrutura como novos acostamentos.
Esse desenvolvimento é parte de um pacote mais amplo, que também envolve implantações de contornos urbanos e dispositivos de segurança.
Este projeto ambicioso não se limita à BR-262. Abrange ainda a BR-267, MS-040 e MS-338, com cada trecho tendo seus próprios ajustes tarifários e melhorias planejadas. A meta é não apenas aprimorar a circulação de tráfego, mas também fortalecer a capacidade rodoviária no leste de Mato Grosso do Sul.




