Uma equipe internacional de pesquisadores do Instituto de Bioengenharia da Catalunha e do Hospital West China da Universidade de Sichuan desenvolveu um método inovador que reverte a doença de Alzheimer em ratos. A abordagem utiliza nanotecnologia, com sucesso alcançado após apenas três injeções de nanopartículas. Este avanço pode sinalizar novas trilhas para o tratamento dessa condição neurodegenerativa.
Os pesquisadores focaram seus esforços na restauração da barreira hematoencefálica, ao invés de atacar diretamente as células neurais. As nanopartículas bioativas usadas nessa técnica têm a função de restaurar o sistema vascular cerebral. Isso facilita a eliminação de toxinas acumuladas, como a proteína beta-amiloide, associada ao Alzheimer.
Efeitos rápidos e significativos
Os estudos mostraram que, após a primeira injeção, houve uma redução de até 60% da beta-amiloide no cérebro dos ratos em apenas uma hora. Após três doses, os ratos apresentaram recuperação nas funções cognitivas, que em humanos equivaleria a um rejuvenescimento de 20 a 30 anos.
A barreira hematoencefálica desempenha um papel crucial na saúde cerebral ao impedir que toxinas penetrem no cérebro. No Alzheimer, essa barreira é comprometida, o que permite o acúmulo de beta-amiloide. A nova terapia visa precisamente esse sistema, através de nanopartículas que imitam processadores moleculares e promovem a eliminação dessas toxinas.
Próximos passos
Embora os resultados sejam promissores em ratos, ainda há desafios a serem enfrentados antes de aplicar essa terapia em humanos. Mais estudos são necessários para avaliar a eficácia e a segurança em cérebros humanos.
No entanto, a pesquisa abre novas perspectivas no tratamento do Alzheimer, priorizando abordagens biotecnológicas.
O estudo, publicado em outubro de 2025, representa um passo significativo na luta contra o Alzheimer. Espera-se que, com novos avanços, essas descobertas possam ser adaptadas para tratamentos em humanos.




