O apoio a idosos imigrantes no Japão é um tema delicado e controverso. O país, que depende cada vez mais de trabalhadores estrangeiros para sustentar sua economia, oferece assistência social a idosos imigrantes por meio do Seikatsu Hogo, um programa assemelhado ao Bolsa Família do Brasil.
Para famílias de 3 pessoas, o benefício mensal varia de ¥ 129.000 (cerca de R$ 4,3 mil), fora de Tóquio, a ¥ 158.000 (cerca de R$ 5,3 mil), em Tóquio.
Essa ajuda é direcionada a indivíduos em situação de vulnerabilidade, mas enfrenta resistência devido à xenofobia e à propagação de informações incorretas.
O Seikatsu Hogo é operacionalizado pelas prefeituras locais que verificam a elegibilidade dos candidatos. Apesar disso, imigrantes idosos enfrentam dificuldades como barreiras linguísticas e culturais. Durante as eleições de 2025, informações incorretas alegavam que 33% dos beneficiários do Seikatsu Hogo eram estrangeiros, mas os dados oficiais apontam apenas 2,9% de participação de estrangeiros, segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.
Desafio da assistência social no Japão
A concessão de apoio a imigrantes idosos no Japão se revela complexa. A resistência é reflexo de uma sociedade tradicionalmente fechada, que ainda se adapta à crescente presença de estrangeiros.
Enquanto esses trabalhadores estrangeiros ajudam a impulsionar a economia, enfrentam desconfiança quando buscam apoio social.
Outro desafio é a sustentabilidade econômica diante da crescente dependência de mão de obra estrangeira. Muitos imigrantes acabam desamparados ao alcançar a velhice, devido à falta de integração no sistema previdenciário japonês.
Essa exclusão social afeta diretamente a segurança dos imigrantes idosos. Redes de apoio, como a NPO Smile Arigato, trabalham para aliviar essas dificuldades, mas enfrentam limitações por restrições legais locais.
Em 2026, o país deve avançar com políticas que integrem os trabalhadores estrangeiros ao tecido social, garantindo direitos e deveres iguais aos dos cidadãos japoneses.




