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Greve nos transportes coletivos paralisa serviço e deixa população sem ônibus por 5 dias

Por Pedro Silvini
03/02/2026
Em Geral
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ônibus

(Reprodução/Agência Brasil)

A greve dos rodoviários da Grande São Luís chegou ao quinto dia nesta terça-feira (3) e segue impactando diretamente a rotina de milhares de pessoas que dependem do transporte coletivo para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais. Apesar do fim da paralisação no sistema semiurbano, o transporte urbano da capital maranhense continua totalmente comprometido, sem previsão de retorno.

Enquanto usuários do semiurbano voltam a contar com ônibus a partir desta quarta-feira (4), moradores de São Luís seguem enfrentando longas caminhadas, gastos extras com transporte alternativo e incertezas quanto a faltas no trabalho.

O transporte semiurbano, responsável por ligar municípios da Grande Ilha a São Luís e atender cerca de 125 mil usuários, teve a greve encerrada após acordo mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16), com participação direta do Governo do Estado.

Os rodoviários aceitaram reajuste salarial de 5,5%, manutenção do plano de saúde e o compromisso das empresas com um investimento de R$ 30 milhões na renovação da frota ainda em 2026. O sistema é gerido pela Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB).

Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte (SET), a intervenção do poder público foi decisiva.

Transporte urbano segue parado e sem acordo

Já no transporte urbano de São Luís, a situação é diferente. Uma nova audiência realizada nesta terça-feira (3), no TRT-16, terminou sem acordo entre rodoviários, empresários e representantes do poder público. Com isso, a greve continua por tempo indeterminado.

A Justiça determinou multa diária de R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários pelo descumprimento de liminar que previa circulação mínima da frota. A decisão também autoriza, a cada 48 horas de descumprimento, o bloqueio de recursos da entidade via BacenJud.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 12%, tíquete-alimentação de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde. Até o momento, não houve avanço nas negociações.

Impactos para trabalhadores e empresas

Com cinco dias sem ônibus, cresce a preocupação dos trabalhadores que não conseguem chegar ao emprego. Pela legislação brasileira, faltas causadas por greve no transporte coletivo não são automaticamente abonadas. No entanto, advogados explicam que a ausência pode ser considerada justificável em situações específicas, como quando o empregado mora em local de difícil acesso e não há alternativas viáveis de deslocamento.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), no artigo 501, admite que a greve pode ser enquadrada como situação de força maior. Especialistas recomendam que empresas e funcionários busquem soluções por meio do diálogo, como compensação de horas, flexibilização de jornada ou adoção de home office, quando possível.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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