Mix Conteúdos Digitais
  • Início
  • Últimas Notícias
  • Contato
  • PUBLICIDADE LEGAL
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados

Pirâmide do Egito pode ter sido uma farsa durante todo esse tempo, revela novo estudo

Por Pedro Silvini
04/02/2026
Em Geral
0
Descoberta Egito

A Grande Pirâmide de Gizé, um dos monumentos mais estudados e emblemáticos da humanidade, voltou ao centro de uma controvérsia científica. Um novo estudo divulgado recentemente sugere que a estrutura pode ser muito mais antiga do que se acreditava, levantando a hipótese de que sua origem antecederia em dezenas de milhares de anos a história oficial do Egito Antigo. A tese, no entanto, tem sido recebida com forte ceticismo por arqueólogos e pesquisadores.

A pesquisa foi conduzida por Alberto Donini, engenheiro da Universidade de Bolonha, e publicada na plataforma ResearchGate, sem revisão por pares. O autor analisou padrões de erosão nas pedras da pirâmide, comparando blocos que ficaram protegidos pelo antigo revestimento de calcário com aqueles expostos ao ambiente por mais tempo.

Com base em um modelo estatístico, Donini concluiu que haveria 68% de probabilidade de a pirâmide ter sido construída entre 9.000 a.C. e 37.000 a.C., com uma média estimada em torno de 23.000 a.C.. Se correta, a conclusão implicaria a existência de uma civilização altamente avançada no Egito muito antes do surgimento conhecido das sociedades organizadas.

Segundo o pesquisador, “pode-se concluir que por volta de 20 mil anos antes de Cristo existia no Egito uma civilização capaz de construir ao menos a pirâmide de Quéops”.

Pirâmide de Gizé (Reprodução/Getty Images)

Erosão não é prova confiável, dizem especialistas

A hipótese ganhou repercussão nas redes sociais, mas especialistas alertam que o estudo apresenta fragilidades metodológicas importantes. De acordo com análises publicadas por veículos científicos como o IFLScience, o uso da erosão como marcador temporal é considerado altamente impreciso.

O clima do Egito variou drasticamente ao longo dos milênios, alternando períodos mais úmidos com longas fases de aridez extrema. Além disso, fatores como acúmulo de areia, ação do vento, turismo, restaurações e intervenções humanas tornam impossível assumir uma taxa constante de desgaste ao longo de dezenas de milhares de anos.

“Partir do princípio de que a erosão ocorreu de forma linear por 20 mil anos é um salto enorme”, destacam pesquisadores.

Evidências arqueológicas contradizem a tese

Outro ponto crítico é que a nova proposta entra em choque direto com décadas de evidências arqueológicas consolidadas. Escavações em Gizé e arredores revelaram cerâmicas, inscrições, registros administrativos e restos orgânicos que se encaixam perfeitamente no período do Antigo Império Egípcio, por volta de 2.600 a.C.

Além disso, técnicas como a datação por carbono-14, aplicadas a materiais encontrados nos canteiros de obras das pirâmides, reforçam a cronologia tradicional aceita pela comunidade científica internacional.

Para os arqueólogos, a Grande Pirâmide continua sendo extraordinária por sua engenharia e preservação, mas não há indícios sólidos de que ela pertença a uma civilização perdida pré-histórica.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

Próximo post
Marte Nasa

Rússia desenvolve tecnologia para levar humanos à Marte em apenas 1 mês

Confira!

oscar

Ator treinou por 7 anos para interpretar papel em filme e agora pode vencer o Oscar

04/02/2026
ponte china brasil

Brasil e China vão construir uma das maiores pontes do mundo, em operação de R$ 11 bilhões

04/02/2026
Brasil

Brasil pode liderar nova aliança global com Japão, Inglaterra, Canadá e Austrália contra os Estados Unidos

04/02/2026
  • Contato

Diário do Comércio | Mix

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Diário do Comércio | Mix