Manter o Cadastro Único (CadÚnico) em dia deixou de ser apenas uma recomendação e passou a ser uma exigência decisiva para quem recebe o Bolsa Família. Com novas orientações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), beneficiários que não atualizarem seus dados dentro dos prazos estabelecidos podem ter o pagamento suspenso ou até cancelado ao longo de 2026.
O alerta ganha força porque muitos só percebem a importância do cadastro quando o dinheiro deixa de cair na conta. No entanto, o governo utiliza as informações do CadÚnico como base para verificar renda, composição familiar e cumprimento das condicionalidades obrigatórias.
Em 2026, os beneficiários precisarão cumprir dois cronogramas distintos para evitar penalidades.
Condicionalidades de saúde
- 1ª vigência (jan a jun): coleta até 30/06/2026
- 2ª vigência (jul a dez): coleta até 31/12/2026
O sistema será fechado poucos dias após o fim de cada período, o que impede regularizações fora do prazo.
Condicionalidades de educação
O acompanhamento será feito em cinco períodos ao longo do ano, com registros que vão de março a dezembro de 2026. Quem não cumprir as etapas dentro do calendário pode sofrer bloqueios temporários ou cortes no benefício.
Para garantir o pagamento em dia, o beneficiário deve acompanhar regularmente sua situação cadastral, manter os dados atualizados e cumprir todas as exigências de saúde e educação dos dependentes.
O CadÚnico é o principal banco de dados dos programas sociais do governo federal. É a partir dele que são definidos não apenas o direito ao Bolsa Família, mas também a inclusão em benefícios como a Tarifa Social de Energia Elétrica, isenções de taxas e outros auxílios.
Quando os dados estão desatualizados, o sistema pode interpretar que houve mudança de renda ou situação familiar sem comunicação oficial, gerando inconsistências que levam ao bloqueio automático do benefício.
Riscos de não atualizar os dados
Entre os principais problemas enfrentados por quem mantém o cadastro desatualizado estão:
- bloqueio ou cancelamento do Bolsa Família sem aviso prévio;
- perda de acesso a outros programas sociais vinculados;
- necessidade de passar por reanálises demoradas;
- suspeita de informações inconsistentes ou irregulares.
A regra geral determina que o CadÚnico seja atualizado a cada dois anos, mesmo que não haja mudanças. No entanto, qualquer alteração relevante deve ser informada imediatamente.
Quando a atualização é obrigatória
O beneficiário deve procurar o CRAS ou posto de atendimento sempre que ocorrer:
- mudança de endereço;
- alteração no número de pessoas da família;
- entrada ou saída de renda;
- nascimento, falecimento ou separação.
Com o novo documento divulgado pelo MDS, os prazos passaram a ser mais rígidos, especialmente em relação às condicionalidades de saúde e educação.




