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Quase 10 milhões de brasileiros pediram demissão em 2025: veja o que está por trás desse fenômeno

Por Pedro Silvini
08/02/2026
Em Geral
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CLT

(Reprodução/IStock)

Pedir demissão deixou de ser um movimento raro no Brasil e passou a integrar a estratégia de milhões de trabalhadores. Em 2025, quase 9 milhões de pessoas solicitaram desligamento voluntário, o maior número já registrado no país, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O fenômeno ocorre em meio a um mercado aquecido, com desemprego baixo, renda em alta e maior oferta de vagas formais.

Os números chamam atenção porque ocorrem em um cenário positivo para o emprego. O Brasil encerrou 2025 com saldo de 1,27 milhão de vagas com carteira assinada, resultado de 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos, conforme o Novo Caged. O estoque de trabalhadores formais chegou a 48,47 milhões, o maior da série histórica desde 2020.

Com mais oportunidades disponíveis, trocar de trabalho passou a ser visto como um caminho natural para buscar melhores salários, crescimento profissional e qualidade de vida. A taxa de desemprego ficou em 5,4%, próxima das mínimas históricas, enquanto o rendimento médio real alcançou R$ 3.613, alta de 5% no ano, segundo a PNAD Contínua do IBGE.

Esse ambiente reduz o medo de ficar sem renda e aumenta o poder de barganha dos trabalhadores, especialmente em setores que enfrentam escassez de mão de obra. Economistas apontam que a demanda elevada por profissionais, aliada ao ganho real do salário mínimo, pressionou os salários para cima ao longo do ano.

Mudanças estruturais no mundo do trabalho

Além do emprego formal, outras transformações ajudam a explicar o recorde de pedidos de demissão. Em 2025, o trabalho por conta própria cresceu 9,1%, enquanto a informalidade teve leve retração. A expansão das plataformas digitais e novos modelos de ocupação ampliaram as alternativas fora do emprego tradicional.

Questões demográficas também entram no radar: o crescimento mais lento da força de trabalho altera o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecendo quem está empregado e disposto a mudar de posição.

Efeitos na economia e perspectivas para 2026

O avanço da renda e a manutenção do emprego sustentaram o consumo das famílias, especialmente no setor de serviços, ajudando a amortecer a desaceleração econômica mesmo com a Selic em 15% ao ano. Analistas avaliam que esse quadro reduz o impacto do aperto monetário no curto prazo.

Para 2026, a expectativa é de um ajuste moderado. Projeções de instituições financeiras apontam desemprego entre 5,2% e 5,7% ao final do ano.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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