O Santander anunciou um acordo para a compra do Webster Financial por cerca de US$ 12 bilhões, em uma das maiores aquisições já feitas por um banco europeu no mercado financeiro dos Estados Unidos. A operação, confirmada nesta terça-feira (3), marca um passo estratégico do grupo espanhol para ampliar sua atuação no país e já foi comunicada aos clientes das duas instituições.
Segundo o comunicado oficial, o Santander pagará US$ 75 por ação do Webster, em uma combinação de dinheiro e ações. O acordo avalia o banco norte-americano em aproximadamente US$ 12,3 bilhões, acima do valor de mercado registrado antes do anúncio.
De acordo com o Santander, a fusão resultará em uma franquia bancária que deve figurar entre as três mais eficientes e entre as cinco mais lucrativas dos 25 maiores bancos dos Estados Unidos até 2028, com base em projeções de analistas.
“A transação ajudará a impulsionar retornos incrementais e crescimento orgânico acima do nosso plano estratégico atual”, informou o banco espanhol em nota divulgada junto com o balanço financeiro.
A estrutura do pagamento prevê US$ 48,75 em dinheiro por ação do Webster, além de 2,0548 American Depositary Receipts (ADRs) do Santander, instrumento que representa ações negociadas no mercado norte-americano.
Reação do mercado e integração
Antes da suspensão das negociações nesta terça-feira, as ações do Webster acumulavam alta de cerca de 11% nos últimos 12 meses, o que dava à instituição um valor de mercado próximo de US$ 10,6 bilhões. Após o anúncio, os papéis do Santander registraram queda em Madri nesta quarta-feira (4), movimento comum em grandes operações de aquisição.
A integração das operações será liderada por uma equipe conjunta. John Ciulla, atual CEO do Webster, continuará no comando da instituição nos EUA, enquanto Luis Massiani será o responsável pelo processo de integração, segundo informou o Santander.
Resultados reforçam momento positivo do banco
O anúncio da compra veio acompanhado de números sólidos no balanço do Santander. No quarto trimestre, o banco registrou lucro líquido de 3,76 bilhões de euros, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior e acima das expectativas do mercado.
A receita total atingiu 16,11 bilhões de euros, crescimento de 1%, impulsionada pela forte atividade dos clientes, pela resiliência da receita líquida de juros e pelo aumento das receitas com tarifas.




