O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) lidera um embate crucial contra o Banco Master, exposto em uma investigação por fraude financeira conduzida pela Polícia Federal. Iniciada em novembro de 2025, a investigação gira em torno de possíveis irregularidades em contratos de empréstimos consignados.
A ação ocorre em meio à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que busca esclarecer irregularidades que afetam diretamente aposentados e pensionistas.
INSS toma medidas após reclamações
Gilberto Waller Júnior, presidente do INSS, revelou que a organização tomou a iniciativa de suspender acordos com o Banco Master em setembro de 2025. Essa medida foi resposta ao elevado número de queixas de segurados insatisfeitos com descontos indevidos em seus benefícios.
A ação foi adotada antes mesmo das denúncias tornarem-se públicas, indicando um posicionamento proativo da instituição frente às irregularidades.
“O INSS tinha um acordo vigente desde 2020. Esse acordo findou em agosto. Em setembro interrompemos o acordo de cooperação. Em outubro não assinamos o termo de compromisso, notificando a instituição. Ou seja, o INSS, antes de ser avisado sobre qualquer situação do Master, foi o primeiro a ligar o alerta”, afirmou Waller na CPMI.
A CPMI, que agora analisa mais de 250 mil contratos de empréstimos, visa compreender a extensão dos problemas e garantir a proteção dos aposentados. Recentemente, houve um consenso entre líderes políticos para adiar a votação sobre a quebra de sigilo bancário do Banco Master, estratégia que busca definir o foco das investigações.
Aprofundamento das investigações
A Polícia Federal e a CPMI do INSS intensificam seus esforços para esclarecer o papel do Banco Master nas fraudes relatadas. A análise atual concentra-se nos empréstimos consignados, cuja documentação revelou falhas significativas na formalização e autorização por parte dos beneficiários.
O adiamento de decisões, como a quebra de sigilo bancário, reflete um cuidado legislativo para considerar todos os ângulos da questão.
A expectativa é que novos depoimentos e provas ajudem a iluminar os meandros do caso, permitindo que autoridades possam tomar medidas eficazes para recuperar recursos e reestabelecer a confiança dos afetados.




