Com o reajuste do salário mínimo em 2026 para R$ 1.621, um programa social do Paraná passou a pagar R$ 810,50 por mês a familiares que cuidam diariamente de pais ou outros idosos em situação de fragilidade. O valor corresponde a meio salário mínimo e é destinado a filhos, netos ou outros parentes que assumem, na prática, a função de cuidadores.
O pagamento faz parte da Bolsa Cuidador Familiar, iniciativa estadual que busca reconhecer e apoiar financeiramente quem presta cuidados contínuos a pessoas idosas dependentes, muitas vezes abrindo mão de trabalho formal para exercer essa função dentro de casa.
A Bolsa Cuidador Familiar integra o programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa e foi criada para valorizar o cuidado de longo prazo realizado por familiares. A proposta é oferecer uma renda mínima que ajude a reduzir a vulnerabilidade financeira dessas famílias, além de reconhecer um trabalho historicamente invisível.
A implementação ocorre de forma gradual, por meio de um projeto-piloto em 20 municípios paranaenses, entre eles Curitiba (região metropolitana), Londrina, Cascavel, Ponta Grossa, Guarapuava e Colombo. Ao todo, são 300 bolsas, com 15 benefícios destinados a cada cidade.
Os pagamentos estão sendo realizados por meio de poupança social, acessada via aplicativo, e podem cair na conta dos beneficiários nos próximos dias, após a conclusão dos trâmites bancários.
Quem pode receber o auxílio de R$ 810,50
Para ter direito ao benefício, o cuidador familiar precisa atender a uma série de critérios sociais e cadastrais. Entre as exigências estão:
- Ter 18 anos ou mais
- Residir no mesmo domicílio da pessoa idosa
- Estar inscrito no CadÚnico, com dados atualizados
- Integrar família com renda per capita de até um salário mínimo
- Declarar aptidão física e mental para exercer o cuidado
Já a pessoa idosa precisa apresentar fragilidade clínico-funcional, conforme registro no Sistema de Informação da Pessoa Idosa do Paraná (SIPI/SESA), além de não estar institucionalizada e também constar no Cadastro Único.




