O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avalia os cursos de Medicina por todo o Brasil, tanto em instituições públicas quanto particulares, continua dando o que falar. O Conselho Federal de Medicina (CFM) estudar impedir que 13 mil alunos que não conseguiram obter a nota mínima no exame recebam seus registros profissionais.
O Enamed é realizado anualmente para medir a qualidade de ensino e o desempenho dos estudantes. Em 2025, foram 351 cursos avaliados e 30% deles ficaram em uma faixa considerada “insatisfatória”. Apenas os alunos que estão no último semestre fazem a prova.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que aplica o exame, três em cada dez alunos não conseguiram a nota mínima no exame. O CFM argumenta que isso acende um alerta sobre a qualidade da formação de médicos no Brasil.
Com essa resposta, o Conselho quer publicar uma resolução exigindo que esses 13 mil alunos não possam obter o registro médico, o que impediria eles de atenderem pacientes (pelo menos de forma legalizada).
“Já encaminhamos para o jurídico uma proposta de resolução para que esses alunos prestes a se formarem e que tiveram o desempenho 1 e 2 não consigam o registro. Eu acho que é muito tenebroso colocar pessoas que não têm qualificação para atender”, argumentou o presidente do Conselho, José Hiran Gallo, de acordo com o g1.
O CFM pode impedir que formados em medicina consigam o registro?
Por enquanto, é garantido por lei que todo estudante de medicina que concluiu o curso tem o direito de obter o seu registro sem uma avaliação prévia. O CFM não pode criar uma resolução que se sobreponha a essa lei, segundo a advogada especialista em direito médico, Samantha Takahashi, explica ao g1.




