Novo avanço na terapia epigenética pode revolucionar o tratamento do câncer. Pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, em colaboração com a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, identificaram um mecanismo biológico significativo.
Essa descoberta, publicada na revista científica Nature Cell Biology, representa um marco na oncologia, prometendo tornar tratamentos mais curtos e com menos efeitos colaterais.
A pesquisa foca na terapia epigenética, que ajusta a atividade dos genes sem modificar o DNA. Essa abordagem busca reverter alterações provocadas por mutações cancerígenas.
Em leucemias agressivas, erros genéticos mantêm genes promotores de câncer ativos. A manipulação de proteínas epigenéticas específicas pode desativar permanentemente esses genes nas células leucêmicas, possibilitando tratamentos mais eficazes.
Terapia epigenética
A terapia epigenética propõe avanços no tratamento de neoplasias, especialmente as hematológicas. Diferente de terapias que interferem diretamente no DNA, esta ajusta os sinais que controlam os genes. Essa vantagem pode levar a tratamentos menos invasivos e com maior eficácia.
Pesquisadores descobriram que a manipulação de proteínas epigenéticas pode interferir na “memória” celular, promovendo eliminação contínua das células cancerígenas, mesmo após o tratamento. Isso é particularmente relevante para leucemias, onde os tratamentos costumavam ser agressivos e com muitos efeitos colaterais.
Impacto potencial na oncologia
Este avanço destaca uma nova abordagem para o tratamento de cânceres hematológicos. Além disso, a terapia epigenética pode ser expandida para outros tipos de câncer.
Com tratamentos mais direcionados e específicos, a eficácia e a tolerância podem ser melhoradas, aumentando o potencial para terapias combinadas mais potentes.
Os ensaios clínicos estão planejados para o final do ano na Austrália. Estes testes devem confirmar a eficácia e segurança da abordagem, e podem abrir caminho para futuras aplicações clínicas nos próximos anos. Essa estratégia pode ainda ser combinada com imunoterapias, ampliando sua eficácia terapêutica.
A descoberta das universidades Monash e Harvard pode transformar o tratamento de câncer, especialmente tumores agressivos.




