No ano passado, foi anunciada a descoberta da maior jazida de ferro no mundo lá na região de Hamersley, no oeste da Austrália. De acordo com o site Brasil Mineral, as estimativas são de que a reserva tenha cerca de 55 bilhões de toneladas de minério de ferro. Em comparação, a jazida de Carajás, aqui no Brasil, no estado do Pará, que era considerada uma das maiores do mundo na época da sua descoberta, tinha cerca de 18 milhões de toneladas do minério.
Os 55 bilhões de toneladas de ferro presentes na mina australiana valeriam cerca de 5,6 trilhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 34,6 trilhões. Como você já deve imaginar, o achado reforça a posição da Austrália como a principal produtora de ferro do mundo. Além da importância econômica do achado, a descoberta também tem uma relevância para cientistas que estudam a formação do nosso planeta.
De acordo com o site Futura Sciences, por anos, cientistas acreditaram que as formações dessa área tinham por volta de 2,2 bilhões de anos. Porém, testes mais modernos apontam que elas podem ter por volta de 1,4 bilhão de anos, alterando drasticamente a linha tempo de como o ferro da região se formou.
“Encontrar uma conexão entre esses enormes depósitos de ferro e as mudanças nos ciclos dos supercontinentes nos dá uma nova visão sobre processos geológicos antigos”, afirma o Professor Martin Danisík, um geocronologista, segundo o Futura Sciences.
Austrália já lidera o mercado de mineração de ferro
Atualmente, o país da Oceania é o maior exportador de minério de ferro do mundo, além de possuir a maior reserva do mundo – antes mesmo da descoberta da mina de Hamersley.




