Você é daquelas pessoas que, mesmo em dia de calorzão, não abre mão da sua dose diária de café? Agora você tem mais um motivo para não abrir mão dele: um estudo recente da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, aponta que o consumo diário da bebida pode ajudar a diminuir o risco de demência.

O estudo em questão foi publicado na revista Journal of the American Medical Association, na última segunda-feira (9). Os pesquisadores analisaram dados de mais de 131 mil voluntários, inscritos em dois grandes estudos de saúde públicos dos EUA. Um deles foi feito com dados de mulheres com idade média de 46 anos e o outro, com dados de homens de idade médica de 54 anos.
De acordo com a revista Galileu, esses dois estudos fizeram avaliações das dietas dos participantes, além de diagnósticos de demência ou qualquer declínio cognitivo.
O que os pesquisadores de Harvard perceberam é que os participantes que consumiam duas a três xícaras de café ou chá com cafeína tinham um risco 15% a 25% menor de desenvolver demência em relação aos que não consumiam. Os “cafezeiros” também apresentam um declínio cognitivo ligeiramente menor e melhor desempenho em alguns testes de função cerebral.
Por que café pode diminuir o risco de demência?
Como explica a Galileu, o café e o chá contêm cafeína e polifenóis, que podem ajudar a proteger contra o envelhecimento cerebral, melhoram a saúde vascular, reduzem a inflamação e o estresse oxidativo que danifica células e tecidos. Os pesquisadores também determinaram a quantidade ideal da bebida: duas a três xícaras de café com cafeína e uma a duas xícaras de chá com cafeína.




